09 de julho de 2026
Geral

DAE diz que estopa na rede causou problema no Rio Bauru e faz alerta

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

O DAE identificou que parte do vazamento de esgoto que está impactando o Rio Bauru há quase duas semanas vem de obstruções causadas por grande volume de estopas que foram descartadas indevidamente em galerias do Centro da cidade. Técnicos utilizaram um caminhão hidrojato para realizar a remoção no cruzamento da rua Marcondes Salgado com a avenida Nações Unidas e a autarquia faz o alerta para os prejuízos do descarte incorreto desse tipo de material.

Conforme o JC noticiou em primeira mão nesta terça-feira (18), o leito do Rio Bauru voltou a ter despejo de esgoto. O fato vem ocorrendo no trecho que fica entre as avenidas Nações Unidas e Nuno de Assis, sendo os dejetos levados pela correnteza até a altura do Distrito 1. Isso não ocorria desde 2018.

Segundo Elton Rafael, diretor da Divisão Técnica do DAE, as estopas removidas de uma das redes geralmente são utilizadas nas oficinas, sendo descartadas irregularmente. O ideal é que sejam depositadas em sacos plásticos e destinadas aos Ecopontos.

"Elas aglutinaram muita sujeira e prejudicam o escoamento. O trabalho do hidrojato e dos técnicos devolveram o fluxo da rede, mas ainda é necessário continuar investigando outros pontos de vazamento para que o esgoto deixe de cair totalmente no rio. Estamos mapeando a região", comenta.

SEM MISTURAR

A autarquia explica que as redes de esgoto e as pluviais (águas de chuva) não são as mesmas e não devem se misturar. Diante disso, grandes problemas surgem com ligações mal feitas em imóveis com redes clandestinas ou antigas.

Segundo o DAE, a água da chuva deve escoar por meio de calhas e ralos, conduzida por encanamentos diferentes dos de esgoto, para que seja lançada na sarjeta, caindo, assim, nas galerias de águas pluviais (bocas de lobo).

Já a rede coletora de esgoto é projetada para receber apenas água usada em pias, vasos sanitários, chuveiros e tanques. Quando essa separação não ocorre nas casas e outros edifícios, a rede de esgoto fica sobrecarregada, os dejetos não têm por onde sair e retornam para as residências. Ou, ainda, rompem tubulações e poços de visita pela cidade, como ocorreu mais uma vez.

GORDURA

Outro problema rotineiro, segundo Elton Rafael, tem sido o despejo de gordura de lanchonetes e restaurantes.

A recomendação do DAE é de que a caixa de gordura seja limpa a cada três meses. As camadas que se formam no interior dela devem ser removidas periodicamente e descartadas no lixo doméstico em sacos plásticos ou destinadas a empresas de reciclagem de gorduras.

Isso, conforme explica o diretor da Divisão Técnica da autarquia, evita que as gorduras, graxas e óleos contidos nos esgotos escoem para a rede, ocasionando o seu entupimento.