11 de julho de 2026
Nacional

Cem pessoas são monitoradas em São Luís por causa de cepa indiana


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São Luís - Para evitar transmissão local da variante indiana do coronavírus Sars-CoV-2 no Brasil, detectada no Maranhão na quinta-feira (20), cem pessoas que tiveram contato ou estiveram no mesmo ambiente dos infectados estão sendo monitoradas.

Os testes foram iniciados nesta sexta-feira (21). A variante B.1.617 foi confirmada em seis amostras coletadas em tripulantes do navio MV Shandong da ZHI, com bandeira de Hong Kong, ancorado em alto-mar na costa de São Luís, desde o dia 7 de maio.

Grande parte dos exames é de pessoas que trabalham no hospital onde um dos tripulantes da embarcação está internado, em São Luís. Os testes estão sendo supervisionados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). 

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), afirmou nesta sexta-feira que não há transmissão local da doença. Ele disse ainda que os três portos do Maranhão não vão ser fechados.

"Vamos imaginar que isso fosse possível [fechamento dos portos], mesmo faltando gasolina, por exemplo. Ainda assim, o Estado não tem competência legal para tal medida extrema", postou nas redes sociais.

Em entrevista coletiva, o governador afirmou que o estado do Maranhão está tomando os cuidados necessários.

"Essa cepa [variante] está em vários países, inclusive vizinhos do Brasil. Tendo em vista o descontrole sanitário que nosso país vive há um ano e três meses, muito provavelmente a cepa chegará aqui, mas, nesse caso do tripulante indiano, estamos tomando a providência que nos cabe", disse.

O tripulante está internado em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de um hospital particular de São Luís desde o sábado passado (15). Ele precisou ser levado de helicóptero do navio até a unidade de saúde.