09 de julho de 2026
Nacional

Diretor diz que Butantan fez 1ª oferta de vacina em julho e que estuda dose anual de reforço

FolhaPress
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O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou nesta quinta-feira (27) que o protocolo de intenções para a venda de vacinas para o Ministério da Saúde foi assinado em 19 de outubro, mas ficou em "suspenso" por quase três meses. O período coincidiu com falas do presidente Jair Bolsonaro, de que não compraria a vacina Coronavac. Dimas afirmou ainda que o Brasil poderia ter sido o 1º país a vacinar.

Covas afirmou que poderia ter entregue 100 milhões de doses até maio, se houvesse uma definição. Havia condições, segundo o diretor, de entregar 10 milhões de doses até dezembro de 2020. A Anvisa aprovou o uso da Coronovac em janeiro.

"Não houve mais progresso nas tratativas até janeiro. A partir daquele momento [suspensão da negociação pelo governo federal], nosso caminho era outro, era o entendimento com estados e municípios", afirmou.

À CPI, o ex-ministro Eduardo Pazuello negou que tivesse recebido ordens de Bolsonaro para romper as tratativas.

DOSE DE REFORÇO

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, também disse que uma terceira dose da Coronavac está em estudo pelo instituto.

"Eu não tenho chamado de terceira [dose], mas de [dose de] reforço. Isso será necessário a todas as vacinas. Não só em relação à própria duração da imunidade, mas em relação às variantes", disse Covas.

Segundo ele, a resposta de anticorpos induzidos pela vacina às novas variantes, como a da África do Sul e a da Índia, é inferior à cepa original. "Portanto uma dose adicional já com as variantes está sendo pesquisada, inclusive por Butantan, que já incorpora essa variante chamada P1 nos estudos em andamento, inclusive com a Butanvac, prevendo que ela seja produzida", contou.

O diretor do instituto ainda afirmou, em resposta a pergunta da senadora Simone Tebet (MDB-MS), que a segunda dose da Coronavac pode ser tomada em tempo superior a 28 dias, período recomendado, que ainda surtirá a produção de anticorpos. O importante, reforçou Covas, é tomar as duas doses.