09 de julho de 2026
Internacional

CoronaVac reduz em 97% mortalidade no Uruguai

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Montevidéu - A CoronaVac foi capaz de reduzir em 97% a mortalidade por covid-19 no Uruguai, segundo estudo preliminar feito pelo Ministério da Saúde daquele país.  Os dados mostram ainda que o imunizante da Pfizer também teve alta proteção contra as mortes, ainda que em patamar inferior ao da Coronavac: 80%.

O governo uruguaio solicita cautela na interpretação dos dados e na comparação entre o desempenho das vacinas já que os resultados não foram estratificados segundo faixa etária, presença de comorbidades e maior risco de exposição ao vírus.

Ambas as vacinas mostraram proteção altíssima contra internações em UTI. A CoronaVac reduziu em 95% essas hospitalizações. No caso do imunizante da Pfizer, a diminuição foi de 99%.

PROTEÇÃO SUPERIOR

Os dados de efetividade, ou seja, "de vida real", confirmam que a proteção contra casos graves e mortes é muito superior à taxa de proteção geral contra qualquer grau sintomático da doença. Nesse último caso, o índice foi de 57% para a Coronavac e 75% para a Pfizer. Isso quer dizer que, mesmo que a vacina não impeça a infecção, ela tem um papel fundamental para que a doença não se agrave.

Os cálculos foram feitos medindo o número de internados e mortos na população que já recebeu as duas doses das vacinas há mais de 14 dias. De acordo com o Ministério da Saúde uruguaio, 712.716 pessoas estavam nessa situação em relação à CoronaVac. Destas, 5.360 testaram positivo para a covid, 19 foram internadas em UTI e seis morreram. Isso representa uma taxa de infecção de 36,9 casos por 100 mil pessoas por dia de seguimento. A taxa de internação foi de 0,17 e a de óbitos, de 0,04.

No caso da Pfizer, são 149.329 pessoas com esquema vacinal completo há mais de duas semanas, das quais 691 tiveram a infecção, uma foi hospitalizada em terapia intensiva e oito morreram - todas com mais de 80 anos. Os dados equivalem a uma taxa de infecção de 21,6 casos por 100 mil pessoas por dia de seguimento. A taxa de internação foi de 0,03 e a de óbitos, de 0,25.

Entre os indivíduos não vacinados, a incidência foi de 85,1 casos por 100 mil pessoas/dia, o índice de internação foi de 5,15 e o de mortes ficou em 1,05. Os números referem-se ao período de acompanhamento entre 1º de março e 25 de maio.