07 de julho de 2026
Geral

Isso não pode!


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Usar máscara contra a Covid-19 não é mais um tabu, uma novidade, modismo ou uma providência passageira. Ao contrário, é algo que, por necessidade, se incorporou plenamente ao cotidiano de todos os brasileiros de todas as faixas sociais e econômicas. Mas essa constatação é suficiente para nos tranquilizar quanto à transmissão do coronavírus? A resposta é não! Justamente porque muitos de nós têm usado a peça incorretamente. O gesto de ajeitá-la com as mãos, usado as pontas dos dedos polegar e indicador, bem no centro da máscara, como mostra a imagem desta página, é o maior erro.

É neste local da máscara que se concentra grande parte do novo coronavírus se, por acaso, a pessoa teve contato com o mesmo. O contrário também é verdadeiro. O vírus pode ser levado pelas mãos até as máscaras e contaminá-las. Ao fazer este ajuste no equipamento, a pessoa pode contaminar suas mãos, que deve ser lavada ou desinfetada imediatamente após o ato.

Diversas espécies de máscaras estão sendo usadas nesse momento de pandemia. Para melhor compreensão, podemos dividi-las em três: máscaras de proteção de uso não profissional, máscaras cirúrgicas e equipamentos de proteção respiratória (também chamados de respiradores).

O documento 'Orientações Gerais - Máscaras faciais de uso não profissional', da Anvisa (https://www.gov.br/anvisa/pt-br), reúne informações sobre o tipo de tecido que pode ser usado, os procedimentos para produção das máscaras, os cuidados e a forma adequada de uso. Além disso, ele também faz advertências sobre o manejo e as dicas de limpeza e descarte, bem como outras medidas preventivas contra o novo coronavírus.

É importante lembrar que o novo coronavírus é disseminado por gotículas suspensas no ar quando as pessoas infectadas conversam, tossem ou espirram. As máscaras não profissionais diminuem o risco de contaminação.

As gotículas podem atingir a via respiratória alta, ou seja, a mucosa das fossas nasais e a mucosa da cavidade bucal. Nos aerossóis, as partículas são menores e permanecem suspensas no ar por longos períodos. Quando inaladas, podem penetrar mais profundamente no trato respiratório. Existem doenças de transmissão respiratória por gotículas e por aerossóis que requerem modos diferentes de proteção.