10 de julho de 2026
Geral

Skaf prevê retomada econômica do País a partir do segundo semestre

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

O atual presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, espera que a imunização natural da população brasileira e a sua vacinação em massa levem à retomada econômica do País a partir do segundo semestre deste ano. Ele esteve em Bauru na manhã de sexta-feira (28), quando visitou as obras do ginásio do Sesi Horto e renovou o contrato com a Associação Vôlei Bauru por mais dois anos, conforme o JC publicou.

Skaf, que destacou a sua solidariedade às vidas e aos empregos perdidos ao longo da pandemia do novo coronavírus, descarta a possibilidade de uma terceira onda da Covid-19. "Cerca de 16 milhões de brasileiros já tiveram a doença, mas os dados oficiais podem ser multiplicados por quatro, porque muitos se trataram em casa e não entraram para as estatísticas. Paralelamente, outras 60 milhões de pessoas tomaram, pelo menos, a primeira dose da vacina. A imunização natural da população e a sua vacinação em massa deverão desafogar o sistema de saúde a partir do segundo semestre deste ano, quando a economia voltará a crescer", reitera.

O presidente da Fiesp reconhece que alguns setores sofreram muito, mas outros, como o agronegócio e a indústria, caminham bem. "Parte da economia já está aquecida e, quando houver a retomada, isso deverá irradiar para os demais segmentos", pontua.

Skaf, que se diz otimista com o futuro do Brasil, aposta nas reformas administrativa e tributária para ajudar a alavancar o crescimento do País. "A reforma administrativa diminui o tamanho do Estado para ele não pesar tanto sobre a sociedade, afinal, os gastos públicos, hoje, são maiores do que deveriam", observa.

Quanto à reforma tributária, o presidente da Fiesp defende que as alterações decorrentes da mesma deverão tornar o País mais competitivo, reduzindo os custos tanto para quem paga quanto para aqueles que recebem salário. "As mudanças levarão de cinco a dez anos para surtirem efeito prático, mas só a perspectiva de melhora já causa uma reação positiva por parte do mercado", comenta.

DESEMPREGO

Questionado sobre o fato de o País ter apresentado, neste primeiro trimestre, um índice de desemprego de 14,7%, o maior desde 2012, Skaf afirma que, em números absolutos, os postos de trabalho cresceram do início da pandemia para cá. "Entre março e junho de 2020, o Brasil perdeu 1,6 milhão de empregos, mas já empregou 2,2 milhões de pessoas graças a algumas medidas do governo federal, como a postergação de impostos, linhas de financiamento e a flexibilização das leis trabalhistas", informa.

De acordo com o presidente da Fiesp, a pesquisa que gera o índice de desemprego no País leva em consideração o universo de quem procura trabalho e muita gente deixou de fazê-lo no ano passado em virtude das restrições impostas pela pandemia, mas começou a se mexer agora. "Em números absolutos, os empregos formais gerados foram até maiores do que os perdidos".