09 de julho de 2026
Esportes

Governo estabelece condições para receber torneio


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O vice-presidente Hamilton Mourão não considera um problema o Brasil ser sede da Copa América. O anúncio foi feito pela Conmebol, nesta segunda-feira (31), após a Argentina desistir da organização no domingo (30) à noite por causa dos elevadores números de Covid-19 no país. No entanto, o governo Bolsonaro não garantiu a realização do torneio no País e estabeleceu condições, incluindo os atletas estarem vacinados.

"Vamos dizer o seguinte, que é menos... Não é que seja mais seguro, é menos, é menos risco. Não é mais. É menos. O risco continua", disse Mourão em entrevista coletiva. Ele considera seguro receber a competição. "Acho. Não tem público, né? Não tendo público não é problema. É só dividir bem essas sedes e acabou."

Mais tarde, porém, o ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, afirmou que a condição estabelecida pelo governo brasileiro para o Brasil sediar a Copa América deste ano é de os jogos ocorrerem sem torcida e que todos os integrantes das delegações sejam vacinados. Em entrevista no Palácio do Planalto, Ramos não deu como certo que o País vai receber a competição.

"Caso se realize (a Copa América no Brasil), ela não terá público. No momento são dez times. Já foi acordado com a CBF em reunião por videoconferência de no máximo 65 pessoas por delegação. Todos vacinados. Foi a condição que nós tratamos com a CBF", disse o ministro.

De acordo com Ramos, apesar de a própria Conmebol, entidade responsável pelo torneio de seleções, ter anunciado o Brasil como sede, isso ainda não está definido. "Não tem nada certo, quero pontuar de uma forma bem clara, estamos no meio do processo, mas não vamos nos furtar a uma demanda caso seja possível de atender", disse o ministro da Casa Civil.

O Brasil se tornaria sede da Copa América 2021 depois de Colômbia (problemas internos) e Argentina (pandemia) terem desistido de sediar o evento.