Cutzamala de Pinzón - Marilú Martínez, candidata à prefeitura de Cutzamala de Pinzón, no Estado mexicano de Guerrero, foi sequestrada por um grupo armado junto com sua família, informou seu partido político na madrugada desta quarta-feira (2). Neste domingo (6), o México realizará as maiores eleições de sua história, nas quais serão decididos mais de 20 mil cargos, entre eles 15 governos estaduais, e serão renovadas as 500 cadeiras da Câmara dos Deputados. Mas à medida que o dia da eleição se aproxima, os ataques contra candidatos se multiplicam
Segundo a consultora privada Etellekt, durante o processo eleitoral 89 políticos morreram, dos quais 35 eram candidatos a cargos em disputa nesta eleição. Entre fevereiro e abril, 46 políticos foram assassinados, um número 44% maior em comparação com o mesmo período nas eleições de 2018, de acordo com a consultoria Integralia.
Mais de 60 candidatos a prefeito já se retiraram da disputa em todo o país. Até agora, cerca de 150 candidatos receberam proteção da polícia, após sofrer algum tipo de ameaça de morte desde que a campanha começou, no início de abril.
Por trás do aumento da violência está a evolução da dinâmica do crime organizado, de acordo com autoridades mexicanas. Nos últimos anos, os cartéis vêm diversificando suas fontes de receita. Além do tráfico de drogas, eles contrabandeiam imigrantes para os EUA, vendem gasolina no mercado negro, sequestram e extorquem comerciantes e produtores rurais.
Em muitos casos, o controle territorial é fundamental, especialmente quando o negócio é extorsão. O domínio é exercido por meio de ameaças e do pagamento de propinas para prefeitos, chefes de polícia, vereadores e promotores. Quem não coopera, morre. Quase 200 grupos criminosos operam no México, segundo estimativa do governo.