Jerusalém - Com sua era como líder do governo de Israel por um fio, o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu adotou em suas redes sociais estratégia de combate ao bloco de oposição que pode pôr fim a seu período de 12 anos no cargo.
Nesta quinta-feira (3), em publicações no Twitter, Bibi, como ele é conhecido, disse que "todos os legisladores eleitos por votos da direita devem se opor a este perigoso governo de esquerda".
O premiê se refere à coalizão anunciada nesta quarta-feira (2), depois de 28 dias de negociações, por Yair Lapid, líder do partido Yesh Atid e cabeça do bloco que agora busca sustentação no Parlamento.
Embora tenha, sim, membros da esquerda radical, como os do partido Meretz, a coalizão também é formada por legendas de espectros que vão do centro à direita nacionalista. Em comum, apenas a vontade de afastar Netanyahu, o mais longevo primeiro-ministro da história israelense e o primeiro a enfrentar acusações criminais - corrupção, suborno e fraude - durante o mandato.
Lapid é o atual chefe da oposição, mas quem vai assumir o cargo de premiê nos primeiros dois anos do novo governo será Naftali Bennett, líder da legenda de ultradireita Yamina e antigo aliado de Netanyahu.
Em outra publicação no Twitter, Bibi destacou os vínculos da nova aliança com Mansour Abbas, líder da Lista Árabe Unida (ou Ra'am), partido que representa a minoria árabe em Israel e também compõe a coalizão. A postagem inclui um vídeo em que Bennett aparece dizendo que Abbas "visitou terroristas assassinos na prisão" após um ataque em 1992 no qual cidadãos árabes de Israel mataram três soldados.
A união entre diferentes forças do espectro político foi a única maneira encontrada para pôr fim à atual crise política em Israel, que já dura mais de dois anos.