Rio - Seis imóveis tiveram que ser interditados depois de serem afetados pelo desabamento de um prédio residencial de quatro andares em Rio das Pedras, zona oeste do Rio. Uma criança com cerca de 2 anos e o pai dela morreram. A construção irregular desmoronou na madrugada desta quinta-feira (3), deixando outras quatro pessoas feridas. O corpo do homem foi o último a ser resgatado dos escombros pelos bombeiros, no início da tarde.
Todas as vítimas moravam no imóvel que desabou. Uma sétima pessoa da família não estava em casa no momento do desmoronamento. Três dos feridos foram socorridos ainda de madrugada. Uma mulher de 29 anos e um homem de 38 anos, já tiveram alta médica. Uma mulher de 28 anos permanece sob cuidados médicos, com quadro de saúde estável, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. A última resgatada com vida, Kiara Abreu, 27 anos, retirada dos escombros pela manhã, passou por avaliação e exames. O estado de saúde dela é grave.
A Secretaria Municipal de Assistência Social acolheu 20 pessoas de sete diferentes imóveis, que ficaram desalojadas. Um posto de atendimento foi montado, juntamente com a Defesa Civil e a Secretaria de Saúde, num salão de festas da comunidade, perto do local do acidente.
Moradores relatam ter ouvido "estalos" por volta das 2h e, mais tarde, "muito fogo". O desabamento ocorreu por volta das 3h. Os bombeiros do quartel de Jacarepaguá foram acionados às 3h22 para a ocorrência na esquina da Rua das Uvas com a Avenida Areinha.
No fim da tarde de ontem, a Polícia Civil do Rio identificou o dono do imóvel que desabou. Ele foi localizado e conduzido a 16ª DP da Barra da Tijuca, uma das delegacias envolvidas na investigação do caso. O nome da pessoa não havia sido divulgado até a publicação desta reportagem.
A Secretaria Estadual de Polícia Civil do Rio montou uma força-tarefa reunindo quatro delegacias (16ª DP, 32ª DP, Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais) para apurar as circunstâncias do desabamento do prédio e o possível envolvimento de milicianos em construções irregulares na região.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), afirmou que não permitirá que criminosos construam mais imóveis no município. Paes fez a promessa enquanto acompanhava os trabalhos de resgate de vítimas do desabamento. A região da tragédia é apontada como ponto de influência de milícias. Paes disse que a atuação de grupos de criminosos não irá impedir ações de fiscalização da prefeitura. Ele relatou que a prefeitura vem fazendo operações para impedir irregularidades na área habitacional.