10 de julho de 2026
Internacional

Egito: brasileiro preso fazia consultas sem autorização

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Lisboa - O médico brasileiro Victor Sorrentino - detido no Egito sob acusação de ofender sexualmente uma vendedora muçulmana em um vídeo publicado em suas redes sociais - oferecia consultas em Portugal sem ter o diploma de medicina validado no país europeu. Cada consulta custava até 350 euros (cerca de R$ 2.100).

Além de divulgar atendimentos em Lisboa e Porto via redes sociais, Sorrentino ainda tinha em seu site uma área dedicada especialmente ao agendamento de consultas em Portugal. A página, no entanto, foi removida após questionamento da reportagem.

O nome de Victor Sorrentino não consta na lista dos profissionais aptos a exercer a medicina legalmente em Portugal. A Ordem dos Médicos, entidade que regula o setor, confirmou que ele não está entre os profissionais registrados no país.

Médicos formados em universidades brasileiras, como é o caso de Victor Sorrentino, são obrigados a passar por um rigoroso processo de validação de diplomas antes de poderem atuar em Portugal. Além da análise da documentação da faculdade, precisam se submeter a exames teóricos e práticos.

Nas redes sociais, pacientes registraram em fotos atendimentos entre 2017 e 2019. De jaleco, Sorrentino normalmente aparece sorridente nas imagens.

Um médico português, que pede para não ter seu nome divulgado, diz que os atendimentos de Victor Sorrentino sem a validação do diploma são conhecidos há mais de dois anos entre vários profissionais do setor.