09 de julho de 2026
Esportes

Fifa está em alerta para interferências políticas na CBF


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A Fifa observa com atenção uma eventual influência política do Governo Federal na gestão da CBF. O estatuto da entidade que comanda o futebol mundial proíbe a interferência externa nas atividades de qualquer federação internacional, ou seja, governos não podem influenciar na gestão do futebol de seus países.

Fontes ligadas ao comando da entidade acompanham, em estado de alerta, a crise sobre a realização na Copa América no Brasil, mas ainda não há sinais da abertura de uma investigação. Caso fique provada uma ingerência, as punições podem ir de suspensão até a exclusão das confederações de torneios organizados pela Fifa.

O sinal amarelo foi aceso nos escritórios de Zurique, na Suíça, diante da possibilidade de o presidente da República, Jair Bolsonaro, ter pedido a demissão de Tite do cargo de treinador da Seleção Brasileira ao então presidente da CBF, Rogério Caboclo. 

Outros episódios também estão no radar dos dirigentes da entidade internacional. No dia 31 de maio, após a desistência da Argentina, a Conmebol se preparava para anunciar o cancelamento do torneio quando o presidente da entidade, Alejandro Domínguez, sugeriu o Brasil como nova sede. O torneio só foi transferido para cá depois do aval do Governo Federal. Depois da confirmação, Dominguez agradeceu Bolsonaro. O "muito obrigado" se repetiu no anúncio das cidades-sede. Além disso, o presidente deve estar presente na abertura do torneio, domingo (13), no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.