10 de julho de 2026
Nacional

Isolamento aumenta procura por cultivo de plantas

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 2 min

Em isolamento social, as pessoas tendem a sentir falta de sair e do contato com a natureza, por isso, ter plantas em casa e cuidar delas pode ser um alívio e um passatempo que pode facilmente ser incorporado à rotina.

Manter plantas em casa exige cuidados simples que podem ser feitos por qualquer pessoa, sem a necessidade de contratar um profissional. Além do contato com um pouco de natureza dentro de casa, o cultivo de plantas ainda é uma atividade terapêutica, como cita a jornalista Melissa Carmelo, 30 anos. Ela conta que sempre gostou de plantas, mas a lida e a convivência diária com as plantas vieram para ficar durante a pandemia de Covid-19, em agosto de 2020.

"Assim como muitos brasileiros, desenvolvi um quadro emocional de ansiedade e pânico, e durante uma sessão de terapia foi que as plantas surgiram como forma de resgate de memórias acolhedoras da infância e como uma atividade segura que me permite a abstenção do momento presente. Acompanhar o desenvolvimento de uma plantinha acaba nos colocando em contato com nossos próprios processos e ideias, além de criar um vinculo de aprendizado e cuidado, o que pra mim foi essencial", detalhou Melissa, que já havia tentado corte e costura, modelagem, musicoterapia e outras atividades para lidar com a ansiedade.

Melissa, que tem nome da planta, começou com quatro vasos de renda portuguesa (Davallia fejeensis), uma samambaia nativa das ilhas Fiji, de origem da Austrália, e que pode ser cultivada nos mais diferentes ambientes. "Atualmente tenho umas 20 espécies diferentes e mais de 30 vasos."

Para a jornalista, além do efeito visual na decoração da casa e terapêutico, o cultivo das plantas se tornou uma forma de troca para fazer o outro feliz. Melissa afirma que, quando o isolamento social acabar, o passatempo vai ficar.

Já a dona de casa e trader Thaís Doblado Prodomo, 46 anos, cultiva plantas há 17 anos. "No decorrer dos anos, me tornei colecionadora de suculentas, comprei e ganhei também várias folhagens".

Quando a quarentena começou, e já morando em uma casa, toda vez que precisava ir ao supermercado ou à loja de construção, Thaís voltava com novas mudas de suculentas. "Mantenho esse costume até hoje, porque o isolamento social me causa muito desconforto e tristeza." Ela afirma que este é um passatempo que pretende manter por toda a vida. "Além de me servir como terapia, embeleza a minha casa, torna os ambientes aconchegantes."