11 de julho de 2026
Política

Após 'motociata', Bolsonaro cita Deus, enaltece a PM e ataca isolamento social

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Em discurso diante de milhares de apoiadores que participaram de uma "motociata" neste sábado (12), o presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar as políticas de isolamento e disse comandar um governo que acredita em Deus, é leal à população e que respeita os militares. Bolsonaro também rasgou elogios aos policiais militares de São Paulo presente no evento. "Estaremos juntos aconteça ou que aconteça", disse o presidente, em clara provocação ao governador João Doria (PSDB).

Bolsonaro diz não estar em campanha eleitoral e citou o que chamou de "problema sério do vírus", mas voltou a equipará-lo ao desemprego. Disse que nunca se curvou com pandemia e mais uma vez sugeriu uma regra para dispensar o uso de máscara. Alvo de investigação da CPI da Covid no Senado, o presidente mais uma vez defendeu o tratamento precoce e atacou a política de isolamento contra a pandemia, em ataque direto a Doria. "Fora, Doria", responderam os milhares de apoiadores. Bolsonaro ainda desafiou Doria a participar de um evento dessa magnitude.

Ainda sobre a pandemia, disse que nunca mandou fechar as igrejas. E citou de novo que atua dentro das "quatro linhas da Constituição". E voltou a falar em supernotificação de mortes por coronavírus, o que já lhe rendeu um desmentido pelo Tribunal de Contas da União. Os apoiadores acompanharam o discurso do presidente na praça do Monumento às Bandeiras.

No discurso, todo de improviso, o presidente prometeu de novo liberar motociclistas de pedágios em novas concessões de rodovias e voltou a falar sobre a trajetória que o levou ao Palácio do Planalto em 2018, inclusive da facada em Juiz de Fora. Bolsonaro disse que montou um time técnico no ministério que trabalha por todos os Estados.

Bolsonaro estava ao lado dos ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura), ambos em máscara. Antes da fala do presidente, organizadores em um caminhão de som puxaram orações e gritos de 'mito' e palavras de ordem contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

Com o presidente Jair Bolsonaro à frente, sem máscara, a manifestação intitulada "Acelera para Cristo" começou às 10h, na Capital. Ao longo do trajeto, gritos de "aqui é Bolsonaro", "viva, Bolsonaro" e "isso está gigante" se misturaram com barulho de buzinas e ronco dos motores das motocicletas. Houve também gritos contra a imprensa e o governador João Doria (PSDB), adversário político do presidente.