Rio - Os ministérios da Economia e de Minas e Energia divulgaram uma nota conjunta de pesar lamentando o falecimento do economista Carlos Langoni. Ex-presidente do Banco Central, o comunicado enfatiza que ele se destacou pelo "espírito público e estudos sobre capital humano no Brasil".
O economista foi um pioneiro nos estudos sobre capital humano no Brasil. Teve estudo sobre o impacto das desigualdades de oportunidades educacionais nas desigualdades de renda.
Aos 76 anos, Langoni morreu anteontem (13), vítima da Covid-19, no hospital Copa Star, no Rio, onde estava internado havia seis meses.
MINISTRO JOVEM
Em 1979, foi chamado pelo então presidente do BC, Ernane Galvêas, para assumir a Diretoria da Área Bancária da instituição. Criou o Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), que assegurava a liquidação virtual de transações com títulos públicos. Eram papéis virtuais, pela primeira vez, no Brasil.
Quando Galvêas foi nomeado ministro da Fazenda, em janeiro de 1980, Langoni o substituiu na presidência do BC. Aos 35 anos, foi o mais jovem ocupante do cargo da história.
Foi nomeado por Guedes como assessor para o ingresso do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne as economias mais desenvolvidas. Até adoecer estava no cargo. Langoni deixa a mulher, Cristiana Dutra, os filhos Patricia, Eduardo e Bernardo, quatro netos, e os dois enteados Pedro e Juliana.