Brasília - A Pfizer e sua parceira, a BioNTech, anunciaram nesta terça-feira (15) que enviarão ao Brasil 2,4 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 entre hoje e amanhã.
Conforme comunicado divulgado pelas empresas, a remessa será enviada em três lotes. Ontem à noite estava prevista a chegada de 530 mil doses. Outras 936 mil deverão chegar hoje (16) e igual quantidade amanhã, quinta (17).
COVAX
O Ministério da Saúde anunciou também que receberá mais um lote de vacinas contra a Covid-19 do consórcio Covax Facility, coordenado pela Organização Mundial de Saúde e que reúne governos e fabricantes.
Serão enviadas ao país 842,4 mil doses pelo consórcio. Até o momento, o Brasil recebeu cinco milhões de doses pela Covax Facility. Pelo investimento feito, o país tem direito a 42,5 milhões até o fim do ano. O Ministério da Saúde não divulgou quando deverá ter a próxima remessa, mas admitiu que começou a mapear fornecedores e iniciar tratativas diante de uma possível necessidade de um novo ciclo de vacinação em 2022.
Além disso, devem chegar até sexta-feira mais 3 milhões de doses da Janssen.
APOSTAS
Alguns países já começam a negociar contratos extras de vacinas apesar da incerteza sobre a necessidade e a regularidade de novas campanhas de imunização contra a Covid.
Entre as apostas no Brasil estão doses da vacina AstraZeneca/Oxford que devem ser produzidas inteiramente pela Fiocruz (e que somariam cerca de 180 milhões em 2022, segundo a pasta) e da Butanvac, vacina ainda em desenvolvimento pelo Butantan, que começa a ser testada ainda este mês.
Além desses dois focos, que têm em comum a produção nacional das doses, membros do Ministério da Saúde dizem ter "negociações avançadas" com a Moderna e ter recebido uma nova oferta da Pfizer voltada para 2022. A previsão é que haja uma reunião inicial com a empresa na próxima semana.
O governo tem, agora, dois contratos com a Pfizer que somam 200 milhões de doses para este ano. O total que pode ser incluído em uma nova proposta ainda passa por avaliação. Procurada, a Pfizer informou que não iria comentar.
No caso da Moderna, a ideia é aproveitar uma negociação de 100 milhões de doses e reservar parte para o último trimestre deste ano e o restante como planejamento para o ano que vem.