08 de julho de 2026
Internacional

China responde a apoio do G7 a Taiwan

FolhaPress
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Pequim - Em retaliação pelo comunicado do G7 defendendo Taiwan, o governo da China realizou a maior incursão de aviões militares contra o espaço aéreo da ilha em sua história.

"Nós nunca iremos tolerar tentativas de buscar a independência ou intervenção temerária na questão de Taiwan por forças estrangeiras, então precisamos dar uma resposta forte a esses atos de conluio", disse Ma Xiaoguang, porta-voz do Escritório de Assuntos de Taiwan em Pequim.

Os chineses enviaram na terça (já no dia 16 por causa do fuso horário brasileiro) 28 aviões até a Adiz (sigla inglesa para Zona de Identificação de Defesa Aérea) de Taiwan, obrigando o envio de caças para interceptação.

Estiveram envolvidos na operação 14 caças J-16, 6 caças J-11 e 4 bombardeiros com capacidade nuclear H-6K, além de aeronaves de vigilância.

É uma escalada: desde o começo do ano os recordes desse tipo de ação, que visa testar a rapidez de reação do adversário, foram batidos. Em março, foram 20 aviões. Um mês depois, 25.

No domingo (12), o clube dos países ricos composto por EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá e Japão havia divulgado um comunicado com diversas condenações a posições da China, inclusive pedindo paz e estabilidade com Taiwan.

A China já havia considerado o documento do G7 como "difamatório".