Brasília - O vice-presidente Hamilton Mourão comparou nesta sexta-feira (18) a perseguição a Lázaro Barbosa de Sousa, 32 anos, acusado de assassinar uma família no Distrito Federal, com a busca de um leão na selva. "Vai batendo o mato. É uma operação demorada, não é simples", declarou.
A operação para encontrar o "serial killer do DF", como o foragido ficou conhecido, entrou no 10º dia nesta sexta. A busca mobiliza centenas de agentes de segurança de Goiás e da capital do país. O Ministério da Justiça enviou um grupo de 20 integrantes da Força Nacional para ajudar no trabalho.
Mourão disse que os agentes de segurança não podem ser criticados pela demora em encontrar Sousa. "É uma pessoa só. Se fossem mais, seria mais rápido. O cara se mete em cima de árvore vai pra baixo de tronco", disse. Segundo as autoridades, Sousa é experiente em se movimentar em uma região de muitas chácaras e de mata e, por isso, vem conseguindo furar o cerco policial.
"Ele conhece muito bem a área", disse o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda. "É mateiro e está fazendo esforço enorme para se esconder e fugir da polícia."
Na semana passada, Sousa invadiu uma chácara em Ceilândia (DF), possivelmente para roubar, segundo apontam as investigações, e matou um casal e dois filhos. Cláudio Vidal de Oliveira, 48 anos, Gustavo Vidal, 21, e Carlos Eduardo Vidal, 15, foram assassinados no local. Os corpos estavam sob folhas para que não fossem vistos pelas buscas aéreas da polícia.
Cleonice Andrade, 43 anos, foi levada como refém e seu corpo foi localizado três dias depois às margens de um córrego, sem roupas. De acordo com a polícia, a vítima foi executada com tiro na nuca.
Desde então, relatos apontam que ele invadiu outras propriedades no DF e em Goiás, trocou tiros com um funcionário de uma fazenda, roubou armas e veículos e obrigou um caseiro a cozinhar e fumar maconha com ele.