08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Um amor de chocolate...

Carlos R. Ticiano
| Tempo de leitura: 3 min

Marcela é uma jovem portuguesa que chegou recentemente ao Brasil com a finalidade de fazer um curso de confeitaria, voltado para os doces brasileiros. Como os demais, que já teve a oportunidade de realizar em outros países. O objetivo é incorporá-los no cardápio da rede de confeitarias que seus pais têm na cidade de Lisboa. Deixando os assim, com uma variedade de doces de diversos países. Uma garota arrojada e determinada. Que chamava atenção junto aos demais alunos pela sua beleza, simpatia, elegância e carisma. No decorrer das aulas práticas, era notório e recíproco aquela troca de olhares entre Marcela e Gustavo. Que ficava imaginando uma forma de aproximar-se daquela portuguesinha, de certa forma tímida.

Um dia, quando chegava para a aula, ofereceu-lhe um singelo "chocolate branco". No final da aula, Marcela interceptou Gustavo dizendo: Como você adivinhou que eu gosto de chocolate branco? Ora, pois! Seria Impossível, uma garota elegante e de fino gosto como você não gostar de um chocolate branco, especialmente se for recheado de amor.

Marcela não se conteve e deu-lhe um singelo selinho, saindo ligeiramente corada, diante do seu gesto inesperado. Gustavo sentiu-se nas nuvens, com o coração transbordando de esperança, em ter aquela garota como namorada. À tarde, enviou-lhe um buquê de rosas com um cartão dizendo - Rosas formosas e belas, pra doce e atraente Marcela! Não demorou muito em chegar pelo WhatsApp, uma mensagem de agradecimento. E deste então, o casalzinho passou a ser visto sempre juntos durante o curso. A semana passou rápida e Gustavo a convidou para irem a uma pizzaria. Diante de uma pizza à moda portuguesa, um chopinho gelado e um clima de romance no ar, foi mais que o suficiente para transformar aquela paquera em um namoro.

O semestre voou e o curso de confeitaria chegou ao fim. Sonhando com a possibilidade de que Gustavo pudesse acompanhá-la, Marcela começou a planejar a sua viagem de volta à Portugal. Gustavo por sua vez, diante da possibilidade de tentar alguma coisa no Brasil e de se aventurar ao lado de Marcela, não demonstrou nenhuma hesitação. Decidiram de comum acordo, partirem juntos pra terras de além-mar.

Em Portugal, começaram a colocar em prática a elaboração dos doces brasileiros (brigadeiro, pudim de leite, quindim, rocambole), juntamente com os demais doces, que já faziam parte do cardápio. Entre eles, os já conhecidos e variados doces portugueses (pastel de nata, telha de amêndoas, natas do céu); italianos (cannolli, panna cotta, bomboloni); franceses (crème brûlée, madeleine, petit gâteau) entre outros tradicionalmente conhecidos.

Nos finais de semana, sempre arrumavam um tempinho pra namorar, passear de bonde pelas ruas de Lisboa e visitar pontos turísticos como a Praça do Comércio, Convento do Carmo, Torre de Belém, Elevador de Santa Justa, Castelo de São Jorge, Cabo da Roca, Mosteiro dos Jerónimos, Praça do Rossio, Jardim de Santa Bárbara entre tantos outros lugares.

Diante do Padrão dos Descobrimentos, monumento este dedicado aos exploradores portugueses, com vistas para a Ponte Vasco da Gama, tendo como testemunha o Rio Tejo; provavelmente Marcela e Gustavo, realizados com a descoberta do amor, se pedirão em casamento, ao sabor de um "chocolate branco" recheado de amor.