09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

É o futebol de hoje...

Cesar Savi
| Tempo de leitura: 2 min

O ex-técnico de futebol, o saudoso e folclórico Neném Prancha, tinha tiradas filosóficas sobre o ludopédio. Um a delas era: "O pênalti é tão importante que só pode ser batido pelo presidente do clube". Pelo que tem sido visto no futebol de hoje, esses lances que podem fazer um time campeão têm sido vergonhosamente desperdiçados. Isso se repetiu com o Palmeiras. A FPP, em comum acordo com os clubes, poderia instituir uma multa para quem chuta fora, na trave ou defendido pelo goleiro. Aliás, os técnicos deveriam incentivar esse treinamento todos dias e evitar vexames em situações futuras.

Cera. A Fifa estabelece a utopia 90 minutos de bola rolando No futebol patropi, esse tempo é de menos de 50 minutos. É muita cera por parte do goleiro em repor a bola em jogo, cobrança de laterais e demora de cerca de 2 minutos para cobrar em uma falta nas proximidades da grande área.

Além disso, as também vergonhosas simulações de faltas e afins. Isso não acontece no futebol europeu. Para compensar todo esse tempo de jogo perdido deveria ter um acréscimo de no mínimo 15 minutos em cada etapa. Seria para poder chegar a 60 minutos de bola rolando ou imitar o basquete.

Arbitragem. Agora virou moda no nosso futebol os jogadores dos dois times cercarem o juiz após apitar lance faltoso. Outra coisa: é preciso acabar com o agarra-agarra antes da cobrança de um escanteio. Mais uma ilisofada. Essa do saudoso bauruense Toninho Guerreiro, que jogou no Noroeste, Santos, São Paulo e Seleção Brasileira: "O gol só sai por falha da defesa ou habilidade do jogador".

Microfones. Deveriam ser retirados dos lados dos campos.

Sem torcida, que abafava o som do jogo, atualmente só servem para captar todo o palavreado grosseiro/palavrões dos técnicos, jogadores e reservas. É constrangedor assistir a um jogo em família. Opção: assistir jogos sem som? É o futebol de hoje...