10 de julho de 2026
Internacional

Europa pede reação contra lei anti-LGBT da Hungria

FolhaPress
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Bruxelas - Treze países da União Europeia, entre eles os dois mais poderosos - Alemanha e França -, divulgaram nesta terça (22) uma declaração pedindo providências após a adoção, pelo governo do premiê húngaro, Viktor Orbán, de uma lei considerada anti-LGBT e em desacordo com direitos fundamentais.

A lei húngara determina que "conteúdo que promova desvio de identidade de gênero, redesignação de sexo e homossexualidade não deve ser acessível a menores de 18 anos", com medidas que afetam programas educacionais, publicidade, obras culturais e programas de televisão.

A mudança provocou protestos na Hungria e preocupação de novas investidas do governo antes das eleições de 2022. À frente do país desde 2010, Orbán já retirou vários direitos LGBT, como o de alterar sexo em documentos, e alterou a Constituição e regras eleitorais para concentrar poder. Alemanha, França, Espanha, Holanda, Luxemburgo, Irlanda, Dinamarca, Finlândia, Suécia, Lituânia, Letônia e Estônia afirmaram que a legislação "discrimina as pessoas LGBTQIA e viola o direito à liberdade de expressão sob o pretexto de proteger as crianças".