08 de julho de 2026
Esportes

Da Cohab à Copa do Mundo

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Desde 2011, ele divide a responsabilidade de trabalhar como analista de sistemas da Cohab, em Bauru, com a paixão pelo tiro esportivo. Campeão brasileiro em duas modalidades do esporte, João Tiago de Toledo Ferraz Silveira, de 40 anos, acabou de voltar de Lima, no Peru, onde atuou como árbitro da Copa do Mundo de Tiro Paralímpico, uma espécie de preparação para as Paralimpíadas de Tóquio, no Japão, que ocorrerão entre os dias 24 de agosto e 5 de setembro de 2021.

Formado em Sistemas de Informação, Silveira trabalha na Cohab há 14 anos. "Em 2011, eu resolvi visitar o estande da Associação Desportiva Tanya Giansante (ADTG), porque sempre tive muita curiosidade sobre o esporte e, desde então, não mais deixei de praticá-lo", descreve.

Em 2015, o atleta participou de um programa de formação de árbitros de tiro esportivo. "O meu primeiro evento desempenhando essa função foi a Copa do Mundo de Tiro Olímpico de 2016, no Rio de Janeiro, que funcionou como uma espécie de preparação para as Olimpíadas do mesmo ano", relata.

Em 2019, Silveira participou de outra Copa do Mundo de Tiro Olímpico, também no Rio de Janeiro, bem como do Campeonato Sul-Americano, no Chile. Entre os dias 9 e 19 de junho deste ano, ele aproveitou as férias da Cohab para atuar na Copa do Mundo de Tiro Paralímpico do Peru. "O esporte olímpico já é bacana, mas o paralímpico traz ainda mais satisfação, porque você vê os atletas superando muitos obstáculos", comenta.

Nesse campeonato, o primeiro da modalidade paralímpica do qual ele participou como árbitro, o analista de sistemas conheceu diversas histórias emocionantes. "Uma atleta israelense, que já disputou as Paralimpíadas na canoagem e foi campeã europeia de triatlo, também alcançou o primeiro lugar na Copa do Mundo de Tiro Paralímpico do Peru, superando diversos obstáculos, entre eles, a mobilidade reduzida", exalta.

Ainda na mesma disputa, Silveira narra que, por dez dias, ficou em uma espécie de bolha. "Devido à pandemia da Covid-19, ninguém pode sair do complexo que abrigou o local onde aconteceram as provas e o hotel", complementa.

Para entrar no Peru, outro sacrifício. "Ainda por conta do atual cenário, o país está fechado para os brasileiros, mas eu consegui uma autorização especial do governo peruano", observa.

CONQUISTAS

Além de atuar como árbitro em campeonatos internacionais de tiro esportivo, o analista de sistemas também é atleta. Tanto que, em 2012, ele bateu o recorde brasileiro em uma modalidade não-olímpica intitulada carabina mira aberta 10 metros. De 300 pontos possíveis, Silveira fez 299.

Em 2018, o analista de sistemas também sagrou-se campeão brasileiro em duas modalidades: carabina mira aberta 10 metros e carabina mira aberta 25 metros.

Tamanho currículo só foi possível com uma dedicação de igual intensidade. "Eu tenho um estande de 10 metros dentro de casa, onde treino ao longo da madrugada", reitera.

Atualmente, ele disputa o Campeonato Brasileiro de Tiro Esportivo em três modalidades: carabina mira aberta 10 metros, carabina mira aberta 25 metros e carabina mira aberta 50 metros. A final deverá ocorrer em novembro próximo, no Rio de Janeiro.