08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

"Ufos: Braz e meu pai"

Prof. Gilberto Sidney Vieira
| Tempo de leitura: 1 min

A gênese de uma amizade entre mim e o 3º sargento Braz Keichu Kiatake surgiu quando ele me procurou para que traduzisse um manual de máquina fotográfica japonesa, texto em inglês. Braz servia junto com o 2º tenente Roberto Vieira, meu pai, na 6ª CR (exército) em Bauru. Anos após eu e ele éramos já professores. Tínhamos então encontros aleatórios quando ele comentava meus textos ufológicos que vinham sendo publicados no JC, isto desde 1979.

Fazia perguntas pertinentes ao tema. Recentemente, anos após a morte de Braz, recebi um e-mail datado de 24/5/21, enviado por Ângela Elys Kiatake Bianchini (filha mais velha dele). Pincei só um trecho (sic) : "... meu pai viu um ufo na Castelo, nos anos 70, que o perseguiu como uma bola de luz opaca que não refletia no retrovisor. Ele veio chegando, chegando, meu pai acelerou o Gordininho, mas vendo que o "bicho"estava super perto, foi pro acostamento dar passagem para aquela "coisa".

Quando voltou a olhar novamente, ela havia desaparecido no momento em que estava vindo outro carro na pista contrária. Ele não comentava muito sobre isso, acho que tinha receio, mas sempre ficava muito atento a todas notícias relacionadas a isso..."

Braz nunca comentou o fato comigo. Era discretíssimo, guardou o segredo. Talvez como um militar da reserva (exército). Não obstante, elegeu a esposa e os filhos como confidentes. Meu pai agiu de maneira semelhante. Quando um ufo fez incursão ao Forte Itaipu (Praia Grande-SP) em 4/11/57, onde servia como subtenente. Guardou o segredo a 7 chaves.

Mas meu pai sabia que eu pesquisava, desde 1956, os insólitos ufos. Aí elegeu-me como único confidente. Minha mãe e irmã jamais souberam do ufo enquanto ele viveu. Um dia após sua morte, em 24/6/2005, o JC publicou texto meu sobre a verdade fática.