09 de julho de 2026
Política

57 servidores são chefes de si mesmos

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 2 min

A resposta a um requerimento feito pelo vereador Coronel Meira (PSL), com base no artigo 18 do Regimento Interno da Câmara, enviada pela Prefeitura de Bauru revelou curiosidades do quadro de servidores municipais, Por exemplo, entre os ocupantes dos cargos comissionados ou de chefia, e cargos de confiança, muitos foram nomeados para serem chefes de si mesmo.

As informações, apresentadas na sessão desta segunda (28), levaram o vereador à decisão de questionar, nas próximas semanas, as constatações recebidas, com objetivo de propor a reestruturação do organograma dos quadros públicos municipais.

Atualmente, a administração direta da Prefeitura de Bauru possui 6.254 cargos efetivos, cuja folha de pagamento soma cerca de R$ 25,992 milhões por mês, sem contar o percentual repassado à Funprev.

Entre os servidores concursados ou não, 126 são comissionados e juntos representam R$ 698 mil mensais na folha de pagamento. Enquanto, 449 servidores efetivos ocupam cargos de chefia ou divisão ao custo de R$ 2,624 milhões mensais. Bolsistas ou temporários são 596.

As pastas com maior número na folha são Educação e Saúde, que juntas reúnem 72% dos servidores. Mas as discrepâncias aparecem em várias secretarias. Por exemplo, enquanto a secretaria de Desenvolvimento Econômico possui 28 servidores e 13 ocupam cargo de chefia, ou seja, um chefe para cada dois servidores, na secretaria de Educação são 2.657 servidores com 104 cargos ocupados de chefia, média de 25 servidores.

Ao todo, entre as 313 vagas ocupadas apenas por cargos de chefia, 57 deles são chefes apenas de si mesmos, pois não possuem em seus setores nenhum subordinado. A média aumenta em outros setores e em 48 deles existe um chefe para um servidor, e em 34 setores o chefe tem uma equipe de outros dois subordinados apenas. Em outro extremo, existem servidores responsáveis por mais de 150 subordinados diretos em suas equipes.

"A leitura que a gente faz desses números é essa discrepância de uma secretaria para outra. Agora, vou marcar uma reunião com a Secretaria de Administração e cobrar formalmente. Sei que não é algo da atual administração, que foi herdado, mas precisa ser corrigido. Se considerar os 449 cargos de chefia e de divisão, se baixar para 225 tem uma economia mensal de R$ 1,3 milhão ou cerca de R$ 15 milhões no ano. Este é o momento para fazer um novo organograma da prefeitura", afirmou o vereador. A proposta do Coronel Meira é que a prefeitura celebre parcerias com as faculdades que oferecem cursos de Administração de Empresas ou Gestão Pública para elaboração do novo organograma.

O vereador considerou ainda que a economia com adequação do quadro poderia abrir espaço para recomposição dos servidores, que estão sem reajustes salariais.