Pequim - Autoridade máxima da política da China desde que chegou ao poder, em 1949, o Partido Comunista Chinês (PCC) celebra nesta quinta-feira, 1º, os 100 anos de sua fundação, dominando todos os aspectos da vida do povo chinês.
O discurso do presidente Xi Jinping durante a abertura das comemorações do centenário demonstra um pouco do papel central que o partido ocupa na sociedade chinesa. "Dediquem tudo, até mesmo suas preciosas vidas, ao partido e ao povo", disse o presidente.
A sigla criada na clandestinidade em 1921 por Mao Tsé-tung e seus companheiros é hoje o partido mais dominante do mundo, há 72 anos no poder, e governando mais de 1,4 bilhão de pessoas.
O poder prolongado, contudo, não veio sem custos. As graves crises do período maoísta, em momentos como o Grande Salto à Frente de 1958 e a Revolução Cultural de 1966, acabou matando de fome dezenas de milhões de pessoas e esmagou adversários políticos, episódios que, no governo de Xi Jinping, são escondidos.
CONTROLADOR
Além do controle da história, o governo chinês também mantém um rigoroso controle sobre os meios de comunicação e a internet no país, usando um sistema de firewall conhecido como "escudo dourado" que bloqueia o acesso a sites que disseminam determinados termos. A repressão a dissidentes e opositores do PCC, com prisões e detenções arbitrárias, também ganham força sob a liderança de Xi.
Em contrapartida, o PCC também é responsável pelas políticas responsáveis pelo salto de desenvolvimento da China nas últimas quatro décadas, a partir do plano de abertura econômica iniciado por Deng Xiaoping, que transformou um país majoritariamente rural em uma das principais potências tecnológicas e econômicas do mundo - em vias de se tornar a maior economia do planeta.
Em fevereiro, o diretor do Banco Mundial para a China, Martin Raiser, afirmou que o crescimento econômico da China também permitiu a melhora de vida de milhões de pessoas. "Durante os últimos 40 anos, o crescimento econômico da China permitiu que mais de 800 milhões de chineses saíssem da pobreza extrema. É uma conquista extraordinária."