08 de julho de 2026
Nacional

Após denúncias, Saúde troca diretor do setor de Logística

Estadão Conteúdo
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Brasília - O Ministério da Saúde designou o general da reserva Ridauto Lúcio Fernandes como substituto eventual do diretor do Departamento de Logística em Saúde, cargo que até ontem era ocupado por Roberto Ferreira Dias, exonerado na madrugada de ontem após ser acusado de pedir propina para fechar um contrato para compra de vacina. Ridauto é assessor do mesmo departamento desde janeiro deste ano. A defesa de Dias não se manifestou.

A troca foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) na tarde desta quarta-feira. A portaria com a mudança é assinada pelo secretário executivo do ministério, Rodrigo Otavio Moreira da Cruz.

Pelo menos por enquanto, Ridauto responderá pela área que era chefiada por Roberto Ferreira Dias. A demissão de Dias foi anunciada pela pasta e ocorreu depois que o empresário Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que teria se apresentado como representante da Davatti Medical Supply, afirmar à Folha de S.Paulo que Dias pediu propina para o governo federal fechar contrato de compra de vacinas contra a Covid-19.

NEGATIVAS

A propina seria de US$ 1 para cada dose da vacina da AstraZeneca/Oxford adquirida pelo Ministério da Saúde. O laboratório nega, no entanto, que a Davatti Medical Supply seja sua representante. 

O laboratório Davati Medical Supply informou ao SBT, também ontem, que não houve negociação com o governo brasileiro. Em nota, a empresa afirma que apenas ofereceu um orçamento para venda de vacinas. Em 1º de março, fez um proposta ao governo brasileiro, que nunca foi respondida, nem avançou.

A Davati nega que Luiz Paulo Dominguetti Pereira seja representante da empresa no Brasil  e afirma que o único representante no País é Cristiano Alberto Carvalho.