09 de julho de 2026
Saúde

Tratamento dermatológico à base de anticoncepcionais precisa de diagnóstico médico

Léia Coelho
| Tempo de leitura: 2 min

Pílula anticoncepcional é um dos métodos contraceptivos mais conhecidos, mas pode também ser utilizada para tratar alguns tipos de acne decorrentes de distúrbios hormonais. O problema é que, para a indicação, a pessoa precisa passar antes por exames que confirmem o diagnóstico da alteração hormonal, o que nem sempre ocorre, como avalia a professora Ana Carolina Japur de Sá Rosa e Silva da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. Estas informações foram retiradas do Jornal da USP.

A situação preocupa, já que, segundo o Comitê Científico do Centro Latino Americano de Saúde e Mulher, Brasil, Uruguai e Chile são os países que mais consomem essas pílulas na América Latina, somando, juntos, cerca de 116 milhões de mulheres usando o método. No Brasil, a pílula é usada desde 1962.

Para a professora da USP, a medicação pode ser prescrita por dermatologistas para o tratamento de acne, mas são necessários exames prévios para comprovar a alteração hormonal. É que o método é eficaz no tratamento estético, mas também pode apresentar reações secundárias indesejáveis, como aumento de peso, dores de cabeça, alterações de humor, diminuição da libido e alterações no estado de ânimo, mas podem até levar a maiores riscos, como trombose ou problemas cardiovasculares.

OUTROS MÉTODOS CONTRACEPTIVOS

Ana Carolina informa que, para os casos de acne, a pílula contraceptiva é a mais recomendada, mas, como contraceptivo, hoje existem muitos outros métodos que podem atender ao interesse das mulheres e, facilmente, substituir as pílulas. O dispositivo intrauterino (DIU), por exemplo, diz a professora, usa o fármaco Levonorgestrel. É conhecido como DIU hormonal e apresenta mecanismos que vão além da inibição de ovulação, acarretando menores efeitos secundários.

Esse sistema contraceptivo, segundo Ana Carolina, evita o aumento do risco cardiovascular e de trombose verificado nas pílulas contraceptivas. No entanto, o método oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em algumas regiões não cobre todo o País.