09 de julho de 2026
Internacional

Covid: mulheres tomam mais vacinas do que homens

FolhaPress
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Londres - Em países das Américas, como EUA, Brasil e Argentina, as mulheres estão se vacinando mais contra a Covid. Já em algumas partes da África e na Índia, a situação é inversa: mais homens têm sido imunizados.

O papel de cada um nas diferentes sociedades e a valorização de uma figura masculina tradicional em algumas nações ajudam a explicar essas diferenças, que podem atrasar a imunização geral e o fim da pandemia. Os dados de vacinação por sexo foram compilados pelo projeto The Covid-19 Sex-Disaggregated Data Tracker, organizado pela iniciativa Global Health 50/50, cuja base fica no Reino Unido e que busca a igualdade de gênero na saúde, em parceria com outras duas ONGs.

A iniciativa buscou números em 198 países, mas apenas 39 deles detalham a aplicação de vacinas por gênero. De modo geral, a população das nações quase sempre se divide em 50% de homens e 50% de mulheres. Assim, as mulheres estão se imunizando mais nos EUA (elas tomaram 53% das doses já aplicadas), no Brasil (58,5%), na França (53,8%) e na Nova Zelândia (60,6%).

AS CAUSAS

"Elas buscam muito mais informações sobre prevenção. Há uma cultura de que elas são as gestoras de saúde da família, pois cuidam das crianças, dos avós e dos maridos. Pode parecer machista, mas é uma evidência", diz Isabella Ballalai, vice-presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunização).

Outra razão para a maior taxa de vacinação é que elas geralmente vivem mais. Nos EUA, a expectativa de vida das mulheres é de 81,2 anos, contra 76,2 dos homens. No Brasil, essa cifra é de 80,1 anos para elas, e de 73,1 para eles. E, nos dois países e em boa parte do Ocidente, os mais velhos foram imunizados antes.