Washington - Joe Biden fez no domingo (4) o maior e mais simbólico evento de seus quase seis meses de mandato. Com mil convidados na Casa Branca, o presidente dos EUA celebrou oficialmente a volta do país à normalidade, após 16 meses de pandemia e mais de 600 mil mortos pela Covid.
Biden comemorou o Dia da Independência americana como o início do que chama de "verão da liberdade", sob o embalo dos 17 minutos de queima de fogos em Washington.
Mas ao menos dois fatores continuam a preocupar autoridades de saúde dentro e fora do governo: o avanço da variante delta, cepa mais contagiosa do coronavírus, e o ritmo cada vez mais lento da vacinação.
O democrata não conseguiu cumprir a meta de imunizar 70% dos adultos com ao menos uma dose até este domingo, como havia prometido há três meses --o índice ficou em torno de 67%. Se contar os totalmente vacinados, o patamar é de 58% entre aqueles que têm 18 anos ou mais, e de 47% se considerada toda a população americana.
INSUFICIENTE
Os dados são positivos, segundo especialistas, mas ainda insuficientes para declarar a independência do vírus, como quer fazer o presidente. Isso porque a mutação delta, identificada na Índia, tem se espalhado com rapidez nos estados do Sul e Centro-Oeste americano, bolsões de resistência à vacina e onde, em vários casos, não há 50% dos habitantes imunizados.
Segundo o jornal The New York Times, 22 dos 50 estados americanos, incluindo a capital, Washington, vacinaram 70% ou mais de suas populações adultas com ao menos uma dose.