07 de julho de 2026
Esportes

Castigo


| Tempo de leitura: 2 min

O São Paulo saiu na frente, e criou chances para ampliar, não fez outros gols e cedeu o empate ao Racing, no Morumbi, nesta terça-feira (13), na abertura das oitavas de final da Libertadores. Com o placar de 1 a 1, pior para os brasileiros, já que os argentinos, agora, terão a vantagem de jogar por um empate sem gols no jogo de volta, na próxima terça-feira (20), em Avellaneda, para avançar às quartas de final da competição devido ao critério do gol fora. O Tricolor precisa vencer a partida ou empatar a partir de dois gols para se classificar.

A história do jogo foi bem diferente em relação aos dois confrontos entre as duas equipes na primeira fase. Se na Argentina o São Paulo jogou mal, mas mostrou raça para empatar, e depois no Morumbi se deu ao luxo de usar um time reserva por causa da final do Campeonato Paulista, nesta terça-feira, a partida era muito mais importante devido ao seu caráter decisivo e o time brasileiro não teve forças para se impor em casa.

A ausência de muitos jogadores prejudicou demais o jogo do São Paulo, que não tinha William, Rigoni, Luciano e Miranda (machucados), Bruno Alves (suspenso) e Daniel Alves (com a seleção olímpica). O time ainda perdeu Eder, que saiu lesionado já no primeiro tempo. O repertório de jogadas da equipe foi pobre. Ao Racing bastava congestionar o meio de campo para bloquear toda e qualquer investida do São Paulo.

O goleiro Arias, no entanto, desmontou a estratégia do time argentino com uma falha infantil ao tentar encaixar um cruzamento fraco, aos 34 minutos. Melhor para Vitor Bueno - que havia entrado minutos antes no lugar do lesionado Eder - e nem precisou de muito esforço para colocar o São Paulo em vantagem.

O gol provocou uma pane no sistema defensivo do Racing e o São Paulo teve em poucos minutos duas chances de ampliar. Primeiro, com Vitor Bueno, que perdeu gol incrível, chutando em cima do goleiro, e, depois, com Rodrigo Nestor. E foi castigado. O empate dos argentinos veio aos 45 minutos, em chute rasteiro de Copetti de fora da área que Volpi não alcançou.

No segundo tempo, Crespo renovou o fôlego do ataque do São Paulo com as entradas de Benítez e Gabriel Sara. As alterações, no entanto, não surtiram o efeito esperado porque o Racing avançou a marcação, deixou o São Paulo preso em seu campo defensivo e passou a levar o jogo em "banho-maria". Para a equipe argentina, o empate estava de bom tamanho.

Assim, o Racing trocava passes de lado e o São Paulo acabou aceitando o jogo do adversário. Não à toa, a melhor chance da etapa final foi do time argentino. Mena, sem marcação e quase embaixo da trave, cabeceou por cima.