10 de julho de 2026
Política

Bauru tem apenas 12% de sistema cicloviário e vereadores discutem

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 2 min

Do que foi estabelecido pelo Plano de Mobilidade Cicloviário de Bauru, a cidade conta com pouco mais de 12% do total previsto como ideal para o deslocamento por meio de bicicletas em ciclovias e ciclofaixas. Dos 225,5 quilômetros previstos no Plano, Bauru possui hoje 12,1 quilômetros de ciclovias, 12,3 quilômetros de ciclofaixas de trabalho e 4,3 quilômetros de ciclofaixas destinadas ao lazer, que juntos totalizam 28,7 quilômetros ou 12,75% do total previsto.

Os dados foram expostos durante a audiência pública realizada nesta terça-feira (14), na Câmara Municipal, que debateu a criação da Semana de Incentivo ao Ciclismo na cidade e a implantação Plano de Mobilidade relacionado às ciclovias, ciclofaixas e ciclorotas no município. A iniciativa foi do vereador Coronel Meira (PSL) e contou com uma rápida participação da prefeita Suéllen Rosim (Patriota).

Segundo a prefeita, que participou de forma remota, ela espera realizar, ao menos, 50% da estrutura prevista no Plano durante seu mandato. "Hoje a prefeitura não tem condições de aplicar recursos financeiros, mas a gente precisa pensar nos próximos três anos, nem que seja para começar nos próximos empreendimentos que vamos aprovar". A prefeita afirmou que deve incluir no orçamento do ano recursos para as obras. "A gente pode contar com emendas parlamentares, mas o município pode fazer sua contribuição".

Meira já havia informado que vem buscando fontes alternativas para a implantação, como um financiamento com custo baixo para o município, e ainda recursos através de emendas parlamentares.

O Plano de Mobilidade Viária de Bauru foi aprovado em 2019 (Decreto 14.446) e inclui a estrutura cicloviária. O secretário de Planejamento, Nilson Ghirardello, comentou sobre as características de Bauru, como o fato de possuir diâmetro de cerca de 12 quilômetros, que podem ser melhor exploradas, mas opinou que para ter um bom sistema cicloviário a cidade precisa antes de sistema de trânsito urbano adequado. "Mas em Bauru não temos uma malha consolidada, é uma malha que precisa ser feita para que nela se implante um sistema cicloviário".

A arquiteta Ellen Beatriz Santos Fonseca de Castro, presidente do Conselho Municipal de Mobilidade (CMM), afirmou que a cidade tem que dar mobilidade ampla para as pessoas. "O Código Brasileiro de Trânsito fala em defender os mais vulneráveis no trânsito: ciclistas, pedestres e crianças. As pessoas podem ter um carro na garagem, mas devem ter a opção de não usá-lo", afirmou.

Contribuíram ainda com a audiência os secretários municipais de Cultura, Tatiana Sá; Esportes e Lazer, Flávio Ismael da Silva Oliveira, e Obras, Leandro Dias Joaquim.

Tatiana falou sobre as rotas de ciclismo cultural que planeja implantar na cidade.

Flávio apresentou um plano das ações que a Semel pode desenvolver em apoio à proposta de ampliar a extensão do sistema cicloviário.

Leandro Dias adiantou que já possui os custos necessários para a implantação de alguns trechos das ciclovias.

Também participaram Fabiana Lima (que representou a Emdurb) e Érick Luciano Mulato, ambos integrantes do CMM, e a representante do projeto Pedal em Ação, Fabrícia Kasam.