Londres - O novo porta-aviões do Reino Unido, o HMS Queen Elizabeth, e pelo menos quatro navios de seu grupo de ataque foram afetados por um surto de Covid-19. O navio está em sua missão inaugural, uma viagem que começou em maio e vai até dezembro, cobrindo diversas águas estratégicas, no maior deslocamento naval britânico desde a Guerra das Malvinas (1982).
O surto, segundo a rede BBC, atingiu cerca de cem marinheiros, mas não há detalhes sobre quantos foram infectados em quais navios. Há ao todo 3.700 militares na operação.
Jornais britânicos afirmam que a suspeita maior é de que eles se contaminaram durante uma noitada durante uma escala em Chipre, quando foram autorizados a deixar as embarcações. Mas há também uma morte ainda não explicada a bordo da fragata HMS Kent, que havia feito uma parada na Grécia.
Segundo o Ministério da Defesa, todos os integrantes da missão tinham tomado duas doses de vacina contra a Covid e há medidas de distanciamento social e uso de máscara mandatórias. Os infectados foram isolados e a missão prossegue.
O Queen Elizabeth é uma peça de propaganda geopolítica dos britânicos, que desde 2014 não tinham capacidade de projeção de poder naval com porta-aviões. Na semana passada, o Queen Elizabeth cruzou o canal de Suez rumo ao Índico.