09 de julho de 2026
Internacional

Prisões na fronteira dos EUA com México superam 1 milhão


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Whashington - Mais de um milhão de pessoas foram presas tentando atravessar a fronteira dos EUA com o México de janeiro a junho, segundo estimativas divulgadas pela patrulha de fronteira americana na sexta-feira (16). O número supera todas as estimativas anuais de detenção registradas desde 2005. Somente em junho, foram 178 mil prisões, aumento de 3% em relação ao mês anterior.

A alta é mais um revés para o governo de Joe Biden em relação à questão migratória. O democrata assumiu a Presidência dos EUA com a promessa de criar novas vias para a imigração legal e melhorar o processo de pedidos de asilo. Já em janeiro, a Casa Branca anunciava como uma de suas prioridades "reverter as políticas de imigração draconianas da administração anterior [de Donald Trump]".

Mas é justamente uma das políticas de Trump que parece estar intensificando o fluxo na fronteira. A política conhecida como "Título 42", de março de 2020, facilita a expulsão imediata de pessoas que tentarem entrar no país. "O grande fluxo está sendo impulsionado por travessias reincidentes", disse Cris Ramon, consultor de política de imigração que trabalha com o Instituto George W. Bush, ao Wall Street Journal.

A gestão Biden tem sido pressionada a extinguir a medida por ONGs de direitos humanos, sob o argumento de que ela viola a lei ao enviar migrantes de volta a locais em que correm perigo. Somente em junho, 104.907 pessoas foram expulsas pela patrulha.

Há uma semana, respondendo a pressões, Biden aliviou as restrições a migrantes grávidas, puérperas ou lactantes. Com a medida, os EUA deixaram de prender imigrantes que tiveram filhos há menos de um ano ou que ainda estejam amamentando.

A intensificação do fluxo na fronteira também levou o México a adotar novas medidas, e algumas delas podem ser sentidas por brasileiros. Em maio, o país quadruplicou a rejeição de brasileiros em aeroportos para evitar a migração aos EUA.