10 de julho de 2026
Internacional

Ingleses comemoram fim de quase todas as restrições contra a Covid


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Reino Unido - Quando as casas noturnas de toda a Inglaterra abriram as portas pela primeira vez em 16 meses e as pessoas se abraçaram nas pistas de dança lotadas até o amanhecer desta segunda (19), a nação que havia imposto um dos bloqueios mais rigorosos e longos do mundo eliminou quase todas as restrições às interações sociais.

Mas o "Dia da Liberdade", marcado para esta segunda, é um momento repleto de riscos relacionados à Covid-19. A partir de agora, o uso da máscara será "escolha pessoal" no país e o trabalho remoto não é mais obrigatório. O clima, no entanto, é de cautela. Vários especialistas classificaram as novas aberturas como imprudência.

A partir da meia-noite, as leis exigindo o uso de máscaras em lojas e outros ambientes internos caducaram, juntamente com o limite de capacidade em bares e restaurantes, e regras que limitam o número de pessoas que podem socializar juntas.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, apenas pediu "prudência" e ignorou os apelos de um grupo de cientistas internacionais que alertaram sobre o "risco de minar os esforços para controlar a pandemia não apenas no Reino Unido, mas em outros países". O Reino Unido é um dos países mais atingidos pela pandemia na Europa, com 128.700 mortos, e tem o maior número de infecções diárias no continente.

Horas antes de as regras serem suspensas, Johnson e o ministro das Finanças, Rishi Sunak, foram forçados a entrar em isolamento após o teste positivo do secretário de saúde do governo.

Os números de casos continuam a aumentar, atingindo níveis vistos durante o pico anterior de contaminação pelo vírus no Reino Unido em janeiro - embora com mais da metade da população totalmente vacinada, os números de mortes e hospitalizações foram uma fração dos números das ondas anteriores.