Buenos Aires - Um dia depois da oficialização dos documentos de identidade argentinos com a opção de incorporar os não binários, o filho do presidente Alberto Fernández, Estanislao, afirmou que mudará seu DNI (RG local). "Não me considero homem, me considero uma pessoa não binária", disse o rapaz de 26 anos por meio de sua conta de Instagram.
Além disso, pediu que não seja mais chamado de Estanislao, mas sim de Dyzhy, como já é conhecido como cosplayer e DJ. A nova norma permite que as pessoas que não se identificam com as categorias feminina e masculina possam optar pela opção "x", tanto no DNI como no passaporte.
A Argentina passou a ser o primeiro país da América Latina que oferece essa opção. "Ao Estado não deveria importar qual é o sexo de seus cidadãos. Há outras identidades além de homem e mulher que devem ser respeitadas", disse o presidente.
Fernández disse que a medida é "apenas um passo" de um processo que terminará quando "a ninguém mais se pergunte se é um homem, mulher ou o que seja". Ele estava acompanhado do ministro do Interior, Eduardo Wado de Pedro, e da ministra das Mulheres, Gênero e Diversidade, Elizabeth Gómez Alcorta.
Entre outros países que reconhecem documentos de identidade de gênero fora do binômio masculino e feminino estão Canadá, Austrália, Alemanha e Índia, além de alguns estados dos EUA. No Uruguai, há projeto de lei em trâmite no Congresso para regulamentar esse direito.