09 de julho de 2026
Nacional

Fabricante rompe o contrato da Covaxin com intermediária Precisa

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - A fabricante da vacina indiana Covaxin, Bharat Biotech, anunciou nesta sexta (23) que rescindiu acordo que mantinha com a brasileira Precisa Medicamentos para trazer doses do imunizante ao País. Em comunicado, a empresa indiana diz que a rescisão tem "efeito imediato". Na prática, a medida deve acelerar o cancelamento do contrato que o Ministério da Saúde mantém com a Precisa para obter 20 milhões de doses da vacina. O contrato já havia sido suspenso em junho.

Atualmente, a negociação para compra de doses da Covaxin é um dos principais alvos de investigação da CPI da Covid. Questionado, o Ministério da Saúde diz que não foi notificado sobre o fim do acordo. A parceria da Bharat com a Precisa e a empresa Envixia Pharmaceuticals foi firmada em 24 de novembro de 2020, por meio de memorando de entendimento, informa a Bharat. O objetivo era trazer a vacina ao Brasil. O motivo do fim do acordo não foi divulgado.

No documento em que anuncia a rescisão, a Bharat diz que, apesar da decisão, continuará a trabalhar com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) "para concluir processo de aprovação regulatória para a Covaxin". A empresa nega ainda ter assinado duas cartas que foram enviadas ao Ministério da Saúde e fazem parte do processo de negociação do imunizante. Os documentos estavam entre os materiais enviados pela pasta à CPI.

Em nota, a Precisa diz lamentar o cancelamento do acordo com o laboratório indiano, e atribui a medida ao "caos político que se tornou o debate sobre a pandemia". "Que deveria ter como foco a saúde pública, e não interesses políticos."

A Precisa ainda afirma que jamais praticou qualquer ilegalidade e que conduziu as tratativas para entrada da vacina no Brasil. "Infelizmente, o resultado prático desta confusão causada pelo momento político do país é o cancelamento de uma parceria com o laboratório indiano que iria trazer 20 milhões de doses de uma vacina com comprovada eficácia (65,2%) contra a variante delta."