11 de julho de 2026
Esportes

Medina tenta levar temporada dominante ao pódio dos Jogos


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Não fosse a polêmica decorrente do veto ao credenciamento de Yasmin Brunet na delegação olímpica brasileira, Gabriel Medina chegaria a Tóquio badalado por outro assunto: a temporada excepcional que faz na WSL (World Surf League) em 2021.

Bicampeão mundial (2014 e 2018), o brasileiro tem dominado o circuito na busca pelo tricampeonato. Em seis etapas até o momento, ele chegou à final em cinco e venceu duas. Na classificação geral, lidera o ranking com 46.720 pontos - Italo Ferreira, segundo colocado, tem 33.555.

Poderia ser discutido o que o surfista fez de diferente para brilhar como nunca na perna australiana do calendário, ou ainda sua motivação para a estreia do surfe no programa dos Jogos Olímpicos. Mas não são esses assuntos que uma pesquisa na internet pelo nome do atleta apresentará como resultados.

Desde junho, quando Medina falou pela primeira vez sobre o tema em entrevista à CNN, sua participação em Tóquio foi pautada pela impossibilidade do credenciamento de Yasmin, sua esposa, como treinadora.

Ele reclamou do COB (Comitê Olímpico do Brasil), e a modelo, mais ainda. A entidade argumenta que Medina havia concordado com a inscrição do treinador australiano Andy King, que o acompanhou no circuito nos últimos meses, e que Yasmin não teria qualificação técnica comprovada.

Polêmica superada ou não, agora o atleta está no Japão para disputar o primeiro torneio de surfe da história das Olimpíadas. Diante de tudo o que já fez no mar em 2021, ele será o favorito, ainda que Italo Ferreira, John John Florence, o atleta da casa Kanoa Igarashi, entre outros, sejam concorrentes à altura.

A primeira chamada da competição está marcada para as 19h (de Brasília) deste sábado (24). O programa original prevê as disputas por medalhas na terça-feira (27), mas há quatro dias a mais de janelas abertas para continuar a competição caso as condições de ondas não favoreçam.

A ausência delas na praia de Tsurigasaki nesta época do ano é um dos grandes temores da organização e também dos surfistas. Por enquanto, eles só puderam treinar nas "marolas". A previsão da chegada de um tufão, no entanto, tem o potencial de mudar esse quadro.

Independentemente do tamanho das ondas, se polêmica recente não tiver tirado seu foco, Medina tem tudo para se dar bem nos Jogos e quem sabe voltar a ganhar repercussão por seus feitos esportivos.

Ele se preparou para isso. Parou de comer carne vermelha e cumpriu o cronograma estabelecido para perder peso, já que estar mais leve ajuda em ondas menores. O trabalho com King também o ajudou a evoluir.