10 de julho de 2026
Nacional

Ameaça de ministro Braga Netto impulsiona atos contra Bolsonaro

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Os organizadores de novas manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro, neste sábado (24), registraram aumento no número de atos nos Estados após a ameaça do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, de que não haverá eleições caso o voto impresso não seja adotado. A decisão do presidente de entregar o comando da Casa Civil para o senador Ciro Nogueira (PP-PI), expoente do Centrão, também impulsionou o movimento.

Segundo Raimundo Bonfim, líder da Central de Movimentos Populares e um dos líderes das manifestações, foram agendados 123 novos atos pelo Brasil nas 24 horas seguintes à divulgação da fala de Braga Netto e o acerto com o Centrão. Ao todo, os organizadores contabilizam 426 eventos marcados em todos os Estados. O recorde até agora foi no dia 19, com 457 atos registrados.

Os manifestantes foram às ruas em diversas cidades do País. No Rio, o protesto teve como principal foco a cobrança pelo impeachment do presidente. O avanço na vacinação contra a Covid foi outra pauta recorrente. Em Salvador, também pela manhã, os participantes se reuniram na Praça do Campo Grande e, em seguida, saíram no sentido da Praça Principal. Eles gritavam palavras de ordem e exibiam faixas e cartazes.

Em Belo Horizonte, os manifestantes se reuniram na Praça da Liberdade, onde exibiram um boneco inflável gigante que fazia alusão ao presidente. Eles fizeram críticas ao uso do medicamento cloroquina no tratamento da doença. Já em Brasília, a concentração acontece em frente ao Museu da República. De lá, os manifestantes seguiram pela Esplanada dos Ministérios até o Congresso. As vias de acesso foram interditadas para veículos em ambos os sentidos.

Em São Paulo, a concentração para o ato contra o presidente Jair Bolsonaro, que será neste domingo, começou na tarde deste sábado. Em frente ao Museu de Arte de São Paulo, oradores iniciam suas falas no trio elétrico e citaram pautas como a defesa do aborto, dos quilombolas e o fim do genocídio da população negra.