Ao ter que decidir entre o judô e o futebol, Daniel Cargnin ouviu a mãe, Ana Rita, e neste domingo (25) deixou o Nippon Budokan, o templo das artes marciais, com o bronze na categoria 66 kg após vencer israelense Baruch Shmailov.
Essa é a 23ª medalha conquistada pelo judô brasileiro em Olimpíadas: 4 de ouro, 3 de prata e 16 de bronze.
É a segunda do Time Brasil nos Jogos de Tóquio. Horas antes, Kelvin Hoefler ficou com a prata na estreia do skate.
Atual número 15 do ranking mundial, Daniel não chegou ao tatame como favorito, mas passou a ser visto de outra maneira principalmente após a sua boa atuação na semifinal, quando bateu o atual líder do ranking, o italiano Manuel Lombardo.
A sete minutos do final da luta, o brasileiro aplicou um wazari em Lombardo. Festejou muito no tatame, assim como parte da equipe de judô nas arquibancadas.
Antes, o gaúcho havia derrotado, na estreia, o egípcio Mohamed Abdelmawgoud com um ippon no golden score, parte da luta na qual quem pontuar primeiro deixa o tatame com a vitória.
Em seu segundo duelo, Daniel levou a melhor sobre Denis Vieru, da Moldávia. Ambos não pontuaram no tempo regulamentar. No golden score, o brasileiro tirou um wazari da cartola.
Em maio deste ano, ele teve que superar o mais temido adversário da atualidade, o coronavírus. O único sintoma foi a perda de olfato, e ele não pôde embarcar para Budapeste, onde participaria do Mundial.