09 de julho de 2026
Geral

Peixe-leão invade o meio ambiente brasileiro e coloca espécies nativas em risco


| Tempo de leitura: 4 min

Peixe-leão é o nome popular de um gênero de peixes marinhos e venenosos. A espécie mais famosa é a Pterois volitans, originária da região do Indo-Pacífico. O animal foi avistado no Brasil pela primeira vez em 2014. Agora, um novo estudo analisou a captura da espécie e confirma que o peixe-leão está invadindo o meio ambiente brasileiro. O problema já é enfrentado na região do Caribe e em países como Estados Unidos e México. Estas informações foram retiradas do Jornal da USP.

Conhecido por seu formato diferente e suas cores vivas, o lionfish se tornou uma espécie ornamental muito comercializada por aquaristas. É provável que um desses exemplares de aquário tenha sido despejado no mar, o que deu início à invasão nos Estados Unidos no final da década de 1980. Outra possibilidade é que o furacão Andrew, que atingiu o Estado da Flórida em 1992, tenha destruído um aquário e acidentalmente os peixes acabaram no mar. Desde então, o animal se espalhou pela região e causa prejuízos ambientais e econômicos.

Hudson Tercio Pinheiro, pesquisador do Centro de Biologia Marinha (CEBIMar) da USP, comenta que o peixe-leão tem um comportamento predatório bem específico. Ele fica imóvel em recifes de corais, até que uma presa passe na frente, então ele ataca e por meio de sucção engole o animal.

“As nossas espécies nativas não são adaptadas para evitar esse tipo de predação, elas acabam se tornando presas fáceis”, afirma. Outro problema é que o peixe-leão se reproduz em taxas elevadas e não tem predadores nos ambientes invadidos. Por esses motivos, ele desequilibra a cadeia alimentar.

É provável que esses animais tenham chegado no Brasil vindos naturalmente do Caribe, onde ele também é invasor, através de correntes marítimas. Entretanto, a possibilidade de introdução no mar por aquaristas não foi descartada. Nos últimos meses foram capturados três peixes-leões na costa brasileira: dois na foz do rio Amazonas, no Amapá, e um no arquipélago de Fernando de Noronha. Os registros anteriores foram feitos no Rio de Janeiro.

INVASÃO BIOLÓGICA

Peixe-leão é o nome popular de um gênero de peixes marinhos e venenosos. A espécie mais famosa é a Pterois volitans, originária da região do Indo-Pacífico. O animal foi avistado no Brasil pela primeira vez em 2014. Agora, um novo estudo analisou a captura da espécie e confirma que o peixe-leão está invadindo o meio ambiente brasileiro. O problema já é enfrentado na região do Caribe e em países como Estados Unidos e México.

Conhecido por seu formato diferente e suas cores vivas, o lionfish se tornou uma espécie ornamental muito comercializada por aquaristas. É provável que um desses exemplares de aquário tenha sido despejado no mar, o que deu início à invasão nos Estados Unidos no final da década de 1980. Outra possibilidade é que o furacão Andrew, que atingiu o Estado da Flórida em 1992, tenha destruído um aquário e acidentalmente os peixes acabaram no mar. Desde então, o animal se espalhou pela região e causa prejuízos ambientais e econômicos.

Hudson Tercio Pinheiro, pesquisador do Centro de Biologia Marinha (CEBIMar) da USP, comenta que o peixe-leão tem um comportamento predatório bem específico. Ele fica imóvel em recifes de corais, até que uma presa passe na frente, então ele ataca e por meio de sucção engole o animal.

“As nossas espécies nativas não são adaptadas para evitar esse tipo de predação, elas acabam se tornando presas fáceis”, afirma. Outro problema é que o peixe-leão se reproduz em taxas elevadas e não tem predadores nos ambientes invadidos. Por esses motivos, ele desequilibra a cadeia alimentar.

É provável que esses animais tenham chegado no Brasil vindos naturalmente do Caribe, onde ele também é invasor, através de correntes marítimas. Entretanto, a possibilidade de introdução no mar por aquaristas não foi descartada. Nos últimos meses foram capturados três peixes-leões na costa brasileira: dois na foz do rio Amazonas, no Amapá, e um no arquipélago de Fernando de Noronha. Os registros anteriores foram feitos no Rio de Janeiro.

MANEJO

Ao todo, são cerca de 540 espécies invasoras no Brasil, como o javali e a tilápia. Quando um animal invasor se estabelece, é quase impossível erradicá-lo. Entretanto, existem algumas estratégias que podem auxiliar no seu controle. Nos países que já enfrentam o peixe-leão, a pesca e a captura são as principais medidas de contenção. Apesar de ter espinhos venenosos, sua carne não tem toxinas e é adequada para o consumo humano.

O ideal, entretanto, é impedir a chegada e o estabelecimento de invasores. “A melhor forma de se proteger de qualquer invasão é através da conservação dos ambientes naturais”, afirma Pinheiro. “Se você tem um ambiente mais preservado, você terá maior competição natural e resiliência, ou seja, um ambiente capaz de se proteger por si só”, completa. A criação de áreas de proteção e manejo são alternativas para para evitar o peixe-leão nos ambientes em que ele ainda não chegou.

Para o professor Dias, ainda não existem muitas ações concretas de controle das espécies invasoras no Brasil. Ele ressalta, entretanto, que essa discussão está ganhando espaço. “Isso traz muita esperança, mas trata-se somente de um primeiro passo no manejo da invasão biológica no Brasil. Ainda estamos muito atrasados nesse ponto.”