10 de julho de 2026
Geral

Mudança de famílias para Manacás deixa 'órfãos' cerca de 70 cães e gatos

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 2 min

Aproximadamente 70 cães e gatos vão precisar de um novo lar, ainda nesta semana, porque algumas das cerca de 1.100 pessoas beneficiadas pela inauguração do Residencial Manacás, em Bauru, afirmaram à prefeitura que não vão levar seus bichos de estimação para o novo apartamento. Enquanto esses animais não forem adotados, eles deverão ser abrigados pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) que, inclusive, precisará receber uma ampliação para acomodar adequadamente principalmente os gatos. Além disso, o Executivo inicia, nesta terça-feira (27), uma campanha de arrecadação de rações junto à população (leia mais abaixo).

Segundo a prefeitura, alguns moradores possuem animais de pequeno porte e conseguirão realizar a mudança com eles. Outros, no entanto, têm animais de grande porte ou um número elevado de bichos de estimação, que não serão levados na mudança. Por isso, "o CCZ terá ampliação e adequação na área destinada aos gatos, para que parte deles seja abrigada neste espaço", afirma o Executivo.

Além disso, vale lembrar que o Manacás, inaugurado no último sábado (24), tem 288 apartamentos voltados para famílias de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social do município, conforme o JC tem noticiado.

As pessoas podem se mudar para os apartamentos a partir de hoje (27), de forma gradativa, segundo a prefeitura.

'PREOCUPANTE'

De acordo com a ativista e presidente da ONG Arca da Fé, Vanessa Araújo, a situação é preocupante porque, além de os abrigos e os lares temporários estarem lotados, não se sabe o histórico desses animais. "Para se ter uma ideia, soubemos de uma mulher que vai deixar para trás 40 gatos. E não sabemos se esses animais estão doentes, se estão castrados ou se as fêmeas estão prenhas. É complicado", detalha.

A ativista ainda acrescenta que, dessa vez, a entidade que preside não tem condições de abrigar todos esses cães e gatos, já que possui, atualmente, mais de 1.600 animais acolhidos. "Amanhã (hoje), quando as famílias começam as mudanças, vamos tentar conversar com parentes para ver se eles podem adotar os animais, para já encontrar novos tutores e encaminhá-los antes que sejam levados para abrigos", afirma Vanessa.

Já o vereador de Bauru Julio Cesar (PP), que também é ativista da causa animal e tem participado das reuniões com a prefeitura e ONGs sobre a situação, opina que é obrigação do município realizar o resgate desses cães e gatos que forem deixados para trás. "As ONGs e protetores ajudam conforme têm espaço e estrutura. Então, estamos cobrando medidas do Executivo, com antecedência, para não permitir que esses animais fiquem na rua", afirma.