A arrecadação das receitas administradas pela Receita Federal cresceu 35% neste primeiro semestre na região de Bauru. Segundo a Delegacia da Receita Federal (DRF) local, que abrange 88 municípios, foram R$ 5,114 bilhões recolhidos entre janeiro e junho de 2021, ante a R$ 3,789 bilhões no mesmo período de 2020.
O resultado de Bauru foi ligeiramente superior à média estadual, que registrou alta de 31,57% em tributos arrecadados. As variações são nominais, ou seja, não consideram o índice de inflação.
Segundo o titular da DRF em Bauru, Luiz Carlos Anézio, boa parte dos impostos está vinculada ao faturamento das empresas e, como todos os tributos mais relevantes tiveram aumento na arrecadação, é possível que estes negócios tenham alcançado melhor desempenho nesta primeira metade do ano. No Estado, do total de R$ 381,293 bilhões arrecadados, R$ 85,5 bilhões vieram do setor financeiro e R$ 30,4 bilhões do comércio atacadista.
Anézio faz uma observação, contudo, em relação ao fato de o pagamento de alguns impostos, como é o caso do PIS/Pasep e Cofins, ter sido adiado do primeiro para o segundo semestre de 2020, como forma de socorro às empresas, que já estavam sentindo os impactos da pandemia. E esta prorrogação pode ter gerado distorções nas variações semestrais.
"Parte da tributação que deveria ser paga no primeiro semestre acabou sendo efetivamente contabilizada no semestre subsequente. Então, não dá para atribuir a alta deste primeiro semestre de 2021 a um eventual aquecimento da economia", analisa.
No caso da Cofins, que tem como finalidade o financiamento da Seguridade Social, a arrecadação foi de R$ 639,8 milhões neste ano, alta de 47,3%. Já o PIS/Pasep teve acréscimo de 44,5% na arrecadação, somando R$ 177,3 milhões no semestre.
PREVIDÊNCIA
A postergação do pagamento das contribuições previdenciárias, que inclui o que empresas e trabalhadores recolhem para a Previdência, também foi autorizada no primeiro semestre do ano passado. E somente este tributo correspondeu a R$ 2,170 milhões recolhidos, o equivalente a mais de um terço do total acumulado neste semestre e 26,1% a mais do que o registrado de janeiro a junho do ano passado.
"A contribuição previdenciária está vinculada à massa salarial, mas observamos que a variação foi menor do que às relacionadas ao PIS e Cofins, que incidem sobre o faturamento. Ou seja, a alta do faturamento foi maior que a da carga previdenciária", frisa Anézio.
Já o segundo maior responsável pela alta na arrecadação foi o Imposto de Renda, que abrangeu R$ 1,512 bilhão entre janeiro e junho, incluindo o tributo recolhido por pessoas físicas e jurídicas. O aumento foi de 37,7% na comparação com o primeiro semestre de 2020.
A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), alíquota também vinculada às empresas, teve um acréscimo de 35,5%, totalizando uma arrecadação de R$ 379,6 milhões. O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), incidente sobre o que é produzido pela indústria, contabilizou R$ 166,6 milhões arrecadados, alta de 52,1% na comparação com o ano passado.