O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), apontou uma melhora no ânimo do consumidor brasileiro. O levantamento mostra que a confiança avançou 1,3 pontos em julho, atingindo 82,2 pontos.
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Reinaldo Cafeo, o resultado de julho mostra que, para os próximos meses, as expectativas são positivas. "A confiança do consumidor começa a dar sinais de melhora, com tendência de alta nos próximos meses".
Foi o quarto mês seguido de alta do indicador, que, agora, chega ao maior valor desde outubro de 2020 (82,4 pontos). Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 3,2 pontos, segundo aumento após seis meses consecutivos de queda.
De acordo com Cafeo, apesar da expectativa otimista, os consumidores ainda estão cautelosos, uma vez que enfrentam dificuldades de recuperação financeira. "Essa situação de insegurança fica ainda mais evidente entre famílias de menor poder aquisitivo. Além do impacto do aumento de preços dos alimentos, essas pessoas enfrentam maior dificuldade de recolocação no mercado de trabalho".
Segundo o economista, para que a confiança do consumidor continue em elevação é preciso haver avanço da vacinação no Brasil. "Essa recuperação pelo quarto mês consecutivo está relacionada a uma melhora das perspectivas futuras. Se tudo correr bem em relação à vacinação, essa confiança tende a aumentar ainda mais até o final do ano", afirma.