10 de julho de 2026
Nacional

Pazuello: Bolsonaro pediu para averiguar contrato da Covaxin

Estadão Conteúdo
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Brasília - Em depoimento prestado à Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (29), o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro lhe pediu que "averiguasse se estava ocorrendo alguma irregularidade" no contrato da vacina indiana Covaxin durante uma conversa "informal" no Palácio do Planalto. O general disse que solicitou ao ex-secretário executivo da pasta Élcio Franco que verificasse o contrato, tendo recebido um retorno, em data que ele não se lembra, de que seu número 2 havia feito uma apuração e não constatado irregularidades no contrato.

Pazuello foi ouvido na sede da Polícia Federal em Brasília na manhã desta quinta tanto por investigadores que atuam no inquérito sobre suposta prevaricação de Bolsonaro no caso Covaxin, como por agentes da PF que investigam as irregularidades no contrato da vacina indiana, a mando do ministro da Justiça Anderson Torres.

O general deixou a PF por volta de 14h30 e não conversou com jornalistas. Após o término das oitivas, o relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros, afirmou em seu perfil no Twitter: "Pazuello, que mentiu à Comissão, confirmou: as graves ilegalidades da vacina superfaturada não foram investigadas. É o caso de prevaricação de rebanho".

O inquérito que mira Bolsonaro foi instaurado após decisão dada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, no último dia 2. Na ocasião, a ministra atendeu um pedido da Procuradoria-Geral da República.

O caso foi levado ao STF depois que o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e o irmão do parlamentar, Luís Ricardo Miranda, chefe de importação do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, afirmaram em depoimento à comissão parlamentar que o presidente ignorou alertas a respeito de suspeitas de corrupção no processo de aquisição do imunizante fabricado pelo laboratório Bharat Biotech.