10 de julho de 2026
Esportes

Futebol feminino cai nos pênaltis e dá adeus aos Jogos


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Em um jogo de pouca inspiração e com erros de sobra em Miyagi, a Seleção Brasileira feminina de futebol perdeu para o Canadá nos pênaltis após empate sem gols no tempo normal e deu adeus nesta sexta-feira (30) ao sonho do ouro olímpico ao parar nas quartas de final das Olimpíadas de Tóquio. As brasileiras tentaram de várias maneiras, mas não encontraram um jeito de superar a retranca das canadenses, que foram mais eficientes nas penalidades. Na decisão por penalidades, Bárbara até pegou a cobrança de Sinclair, a craque das canadenses, mas Andressa Alves e Rafaelle pararam na goleira Labbé.

Em busca de sua terceira medalha em Olimpíadas - levou o bronze em Londres-2012 e no Rio-2016, o Canadá vai encarar nas semifinais os Estados Unidos, que eliminou a Holanda nos pênaltis. O Brasil, dono de duas pratas em Atenas-2004 e Pequim-2008, repetiu a campanha de Londres ao ser eliminado antes das semifinais e ficar fora da disputa pelo bronze pela segunda vez.

Num time pouco inspirado ofensivamente muito pelas escolhas da técnica Pia Sundhage, os maiores destaques, nesta sexta, foram na defesa. Titular e presente do início ao fim em todos os jogos, Rafaelle repetiu o bom desempenho contra o Canadá ao vencer quase todos os duelos pessoais rasteiros e pelo alto e também aparecer no ataque com tempo de bola preciso em jogadas aéreas.

A parceria de zaga Érika também foi fundamental ao cortar sem falta um lance de profundidade de Deanne Rose na área já nos 40 minutos do segundo tempo e ainda cabecear uma das melhores chances do Brasil já no segundo tempo da prorrogação.

Protagonista incontestável da Seleção Brasileira, Marta não foi bem contra o Canadá. No primeiro tempo foi deixada por Pia muito presa como meia pelo lado esquerdo, com responsabilidade defensiva ainda maior do que na primeira fase e problemas na recomposição, já que as adversárias criaram muito ali.

Sem aproximação de Tamires nas jogadas ofensivas, ficou mais solta no segundo tempo, caiu também pela direita, e aí as decisões erradas e o acúmulo de desgaste atrapalharam. A impressão é de que Pia não conseguiu tirar o melhor da camisa 10, que na prorrogação passou longe de qualquer disposição física que pudesse fazer a diferença.