08 de julho de 2026
Esportes

A medalha que falta


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Ana Marcela Cunha está focada em conquistar a medalha que falta em seu vitorioso currículo. Se nos Mundiais ela reina, nos Jogos Olímpicos ainda não conseguiu ter o mesmo desempenho de outras competições internacionais. Até por isso, chegou a Tóquio sem alarde para a disputa das Olimpíadas e após realizar uma preparação na Espanha.

A atleta brasileira da maratona aquática compete na prova de 10 km nesta terça-feira (3), às 18h30 (de Brasília). A prova está marcada justamente para as 6h30 da manhã no horário local para fugir do forte calor que faz no Japão nesta época do ano. A competição será realizada no Parque Marinho de Odaiba, uma ilha artificial na Baía de Tóquio.

A baiana de 29 anos tenta chegar ao pódio olímpico pela primeira vez na carreira. Sua estreia foi nos Jogos de Pequim, em 2008, quando tinha apenas 16 anos e chegou na quinta colocação. Quatro anos depois, se frustrou por não conseguir a vaga para as Olimpíadas de Londres. Já no Rio, em 2016, voltou aos Jogos Olímpicos, mas ficou em décimo lugar na prova que teve a brasileira Poliana Okimoto sendo bronze.

Se a medalha olímpica ainda não veio, em outras competições há fartura de pódio. Só em Campeonatos Mundiais a nadadora tem 11 pódios, sendo os mais relevantes o tetra nos 25km, o ouro nos 5km, em 2019, e uma prata e dois bronzes na distância de 10km. Neste ano, ela venceu a etapa de Doha, no Catar, da Série Mundial, no mês de março.

Para não deixar escapar mais uma vez a medalha, Ana Marcela fez uma preparação em Sierra Nevada, no Sul da Espanha, em um centro de treinamento que fica em região de altitude. Com isso, ela consegue melhorar seu condicionamento físico para competir na prova de sete voltas em um circuito na água.

"As expectativas são as melhores possíveis. Foco no nosso maior objetivo que é a medalha. É o meu sonho, a única medalha que ainda não ganhei. Eu vou atrás disso", disse Ana Marcela.

A prova de maratona aquática ocorre em águas abertas, então a atleta precisa estar preparada para todos os tipos de desafios. O calor atrapalha, possíveis correntes marinhas podem fazer diferença, e também é uma disputa de muita estratégia. São 25 mulheres na prova.

Por todo histórico de bons resultados, Ana Marcela deve ser incluída entre as favoritas ao pódio, mas precisa tomar cuidado com algumas atletas muito boas, como a chinesa Xin Xin, campeã mundial em 2019, a holandesa Sharon van Rouwendaal e a italiana Rachele Bruni, ouro e prata respectivamente nos Jogos do Rio, e a estadunidense Haley Anderson.