Após as disputas da categoria street, o skate volta às Olimpíadas de Tóquio para os eventos do park. Na noite desta terça-feira (3), a partir das 21h (de Brasília), será realizada a competição feminina. A masculina ocorre no dia seguinte, no mesmo horário.
A estreia no mundo olímpico fez o skate se adaptar e importar algumas características de outras modalidades, tentando também preservar as suas. A montagem de seleções de park e street pela CBSk (Confederação Brasileira de Skate), orientadas por técnicos, fisioterapeutas, médico, psicóloga e nutricionista, é uma das novidades que a entrada nos Jogos proporcionou.
Ter um treinador discutindo o que fazer na pista não é algo com o que a maioria dos skatistas, principalmente a geração mais experiente das seleções, está acostumada. "Não é nada comum. Se enquanto skatista você me falasse que eu teria um técnico, eu não acreditaria. Mas viemos amadurecendo e sentimos que é necessário ter um respaldo na hora da competição. Bolar estratégias, pensar em manobras, entender a competição e o julgamento. Hoje faz uma diferença tremenda", diz Edgard Pereira, consultor técnico da equipe de park.
Vovô, como é conhecido, tem 39 anos e competiu várias vezes com Pedro Barros, 26 anos, principal nome do Brasil no park. Ele admite que no início teve receio sobre como agir para que os skatistas do País entendessem seu papel como treinador.
"A gente teve que vir pelas beiradas, não podia impor. Hoje em dia opino nas manobras, nas linhas, mas a última decisão é deles sempre. No começo nem isso permitiam. O Luizinho falava: 'Vovô, deixa eu andar de skate, só me acompanha'. Até que eles entenderam nosso papel, que podia ajudar a ampliar a visão."
Luizinho é Luiz Francisco, 21 anos, outro representante do Brasil cotado para uma medalha nos Jogos. Ele compõe a delegação masculina com Pedro Barros e Pedro Quintas, 19 anos. Yndiara Asp, 23 anos, Dora Varella, 20 anos, e Isadora Pacheco, 16 anos, tentarão surpreender na prova feminina do park.
O formato de disputa do park tem três voltas de 45 segundos para cada skatista. Cinco juízes avaliam os atletas numa escala de 0 a 100 pontos (a nota mais alta e a mais baixa são descartadas). A melhor volta determina a classificação final.