08 de julho de 2026
Internacional

Chineses restringem viagens e freiam emissão de passaportes

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Pequim - Com um aumento de novos casos de Covid-19 e com transmissão comunitária da variante delta do coronavírus, a China voltou a endurecer restrições, limitou voos e até suspendeu a emissão de passaportes.

Local onde foi identificado primeiro o vírus que já matou mais de 4 milhões de pessoas mundo afora, a China foi também um dos países que melhor conseguiu controlar a pandemia, com apenas 4.636 mortos oficialmente, e um dos primeiros a permitir o retorno à vida normal. Agora, o país voltou a endurecer o cerco em algumas regiões.

O governo chinês anunciou que identificou nesta quarta (4) 71 novos casos de transmissão comunitária do vírus, maior número desde o fim de janeiro, e que cresce há cinco dias consecutivos. Entre 20 de julho e a última terça (3), foram registrados 485 novos casos de transmissão local. Ao todo, 17 províncias e municípios relataram esses episódios.

Os números ainda são ínfimos comparados aos de outros países - para se ter uma ideia, o Brasil, por exemplo, registrou só na terça 33 mil novos casos. Mas não por isso o governo respondeu de forma mais branda, temendo os efeitos da nova variante, que fez o número de casos e mortes disparar em países vizinhos, como o Vietnã, e cujos efeitos sobre as vacinas em aplicação ainda são inconclusivos.

Hoje a China tem 144 áreas consideradas de alto ou médio risco de espalhamento do vírus, o maior número desde o pico da pandemia, no começo do ano passado. Para evitar novos surtos, autoridades cancelaram rotas de trem que ligavam regiões com mais restrição à capital, Pequim.

O governo chinês decidiu restringir as viagens internacionais. Os serviços de imigração deixarão de expedir passaportes e outros documentos para viajar para fora do país temporariamente.