08 de julho de 2026
Esportes

Em duas finais


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O boxe do Brasil garantiu, na madrugada desta quinta-feira (5), classificação para duas finais olímpicas nos Jogos de Tóquio-2020. Beatriz Ferreira, categoria dos pesos leves (até 60 quilos), e Hebert Conceição, categoria dos pesos médios (até 75 quilos), seguem na briga pela medalha de ouro e já têm no mínimo a prata assegurada. Antes, a modalidade conquistou um bronze com Abner Teixeira nos pesos pesados (até 91 quilos).

Beatriz Ferreira foi à final ao vencer a finlandesa Mira Potkonen, na semifinal do boxe, por 5 a 0, em decisão unânime dos jurados (30 a 27 - três vezes - 29 a 28 e 30 a 26). Atual campeã mundial, Beatriz volta ao ringue na madrugada de domingo (8) para a disputa da final, quando terá pela frente a irlandesa Kellie Harrington, que eliminou a tailandesa Sudaporn Seesondee, por 3 a 2.

"A missão não acabou. Vamos subir no lugar mais alto do pódio. Vamos ouvir o hino nacional", afirmou a atleta, após chorar muito no ombro do técnico Mateus Alves. "Ela é uma adversária muito experiente. Veio para o antijogo, mas tudo estava estudado e eu estava preparada e coloquei meu estilo em cima dela. Agora vamos para cima. Vamos mudar a cor desta medalha. Este é o objetivo, foi para isso que eu treinei o tempo todo", disse a lutadora.

Bia começou no boxe aos quatro anos de idade na garagem de casa, onde seu pai, Raimundo, mais conhecido no boxe como Sergipe (tricampeão baiano, bicampeão brasileiro e sparring de Popó) dava aulas para crianças carentes da região.

Depois de Beatriz Ferreira, Hebert Conceição também garantiu pelo menos a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio, ao vencer, nesta quinta-feira, o russo Gleb Bakshi na semifinal do boxe por 4 a 1, em decisão dividida dos jurados (30 a 27 duas vezes, 29 a 28 duas vezes; e uma para o russo 29 a 28).

A vitória foi uma revanche para Hebert, que perdera a semifinal do Mundial para o russo, em 2019. Atual terceiro colocado no Campeonato Mundial, Hebert volta ao ringue neste sábado (7) para a disputa da final, quando terá pela frente o o ucraniano Oleksabdr Khyzhniak, que eliminou o filipino Eumir Marcial, pupilo do supercampeão Manny Pacquiao, por 3 a 2.

"Feliz pelo meu desempenho, pela vitória. Eu nuca perdi uma revanche e consegui reverter esta situação, porque havia perdido para ele na semifinal do Mundial. Vamos buscar o ouro. Ele nunca esteve tao perto. Vamos deixar tudo no ringue na final", disse o boxeador, sempre com o sorriso no rosto.