09 de julho de 2026
Esportes

Brasil bate recorde de medalhas em uma única edição


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Com a classificação da seleção de vôlei feminino à final das Olimpíadas de Tóquio, o Brasil assegurou nesta sexta-feira (6) um número maior de medalhas do que as conquistadas nos Jogos do Rio-2016. Dessa forma, o País registra seu recorde de pódios em uma única edição de Jogos Olímpicos.

Serão ao menos 20 pódios no Japão, contra 19 da última edição. Até esta sexta, 16 medalhas haviam sido conquistadas (quatro ouros, quato pratas e oito bronzes), mas outras quatro já estão garantidas, uma vez que o Brasil ainda disputará quatro finais (duas no boxe, com Bia Ferreira e Hebert Conceição, além do futebol masculino e do vôlei feminino).

Se em todas essas decisões as medalhas vierem na cor dourada, o Brasil também superará o número de ouros conquistados há cinco anos: oito em Tóquio contra sete no Rio.

A campanha no Japão foi impulsionada pela entrada de novas modalidades no programa olímpico, como o surfe e o skate - não há brasileiros nos estreantes caratê e escalada.

Assim, além do ouro de Ítalo Ferreira no surfe, o Brasil ganhou duas pratas no skate street, com Rayssa Leal e Kelvin Hoefler, além da prata de Pedro Barros no park. Com o programa mais inchado, Tóquio irá distribuir 10,8% mais ouros do que no Rio.

Houve também uma maior participação feminina na composição das conquistas. As mulheres conquistaram nove das 20 medalhas garantidas até agora (45%). No Rio, foram cinco de 19 (26,3%).

Em geral, após sediar o evento, os países caem em número de medalhas nas Olimpíadas seguintes, ainda que fiquem em um patamar mais alto do que antes de receber as competições em seu próprio território.

O feito que o Brasil alcançou em Tóquio, de superar a quantidade de medalhas dos Jogos do Rio, só tem paralelo com o que a Grã-Bretanha alcançou depois de sediar os Jogos. Nas Olimpíadas de 2012, quando foram anfitriões, os britânicos obtiveram 65 medalhas. Foram ainda melhores na edição seguinte, no Brasil, com 67 pódios.

Nos demais casos desde 1896, a regra é o que se passou com a China, por exemplo. Em Pequim-2008, o país obteve 100 medalhas; quatro anos depois, 91.